Sancionada lei que cria conselho LGBT em SJDR

Ato ocorreu durante a 6ª Parada Gay com a presença do prefeito Helvécio Reis

Cine Debate aborda a questão da homossexualidade

Levantar a questão da homossexualidade por meio do audiovisual foi à proposta do primeiro Cine Debate da 6ª Semana da Diversidade Sexual

Semana da diversidade promove I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, o Movimento Gay da Região das Vertentes, o Levante Popular da Juventude e Coletivo Carcará promoveram o I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Prefeito Helvécio convoca Conferência Regional de Direitos LGBT em São João del-Rei



Conselho LGBT e Comissão Organizadora

O Prefeito Municipal de São João del-Rei, professor Helvécio, convocou a realização da 1ª Conferência Regional de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) da Região das Vertentes pólo São João del-Rei. Ela será realizada dia 07 de outubro de 13h as 19h no Teatro do Campus Santo Antônio da Universidade Federal de São João del-Rei. Por meio de decreto municipal o Prefeito convoca a população LGBT, entidades, organizações da sociedade civil, universidades, coletivos, instituições públicas e privadas e prefeitura de 20 cidades que compõem a Microrregião do Campo das Vertentes a participar da conferência. 

Com o tema “Por um Brasil que criminalize a violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais” um dos objetivos da conferência é propor, discutir e consolidar as diretrizes das políticas públicas voltadas ao combate à discriminação e à promoção dos direitos humanos e cidadania da população LGBT a serem observadas e realizadas pelas administrações municipais na microrregião das Vertentes. 

A organização da conferência está sob responsabilidade de uma comissão organizadora e do Conselho Municipal de Direitos LGBT colegiados compostos por entidades da sociedade civil e da Prefeitura Municipal, além da Superintendência Regional de Ensino, Gerência Regional de Saúde e Gerência Regional da SEDESE que são órgãos descentralizados do Governo do Estado de Minas Gerais. 

Mais informações na Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Governo pelo telefone (32)3379-2935 ou pelo e-mail: dhsjdr@yahoo.com.br

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Jovem gay é espancado em São João del-Rei. Ato gera 1ª indenização por homofobia na cidade histórica

O covarde espancamento de um jovem gay de 20 anos em São João del-Rei, Minas Gerais, gerou a vitória do Movimento Gay da Região das Vertentes que conseguiu na justiça a primeira indenização por um ato de homofobia na cidade. O agressor precisou desembolsar o valor de R$2 mil reais de indenização pela agressão homofóbica. 

O espancamento do estudante de 20 anos aconteceu numa festa de república em junho de 2014 na cidade de São João del-Rei. Em determinado momento da festa o autor da agressão acompanhado de amigos espancaram o jovem gay sem motivo aparente. O rosto da vítima ficou desfigurado. Além dos danos físicos, ficou comprovado os danos morais e o ato violento motivado por homofobia. A polícia militar foi acionada e registrou boletim de ocorrência relatando a discriminação por orientação sexual. Testemunhas também contaram que a agressão teve como motivação a homofobia. A vítima procurou o Movimento Gay da Região das Vertentes que, através da sua assessoria jurídica e psicológica, passou a atuar na proteção do jovem gay espancando e a lutar por justiça e condenação dos responsáveis pelo ato. A audiência que gerou essa indenização foi realizada em 2015.


Lei Rosa completa 08 anos

Desde 2007 a cidade de São João del-Rei passou a contar com uma lei municipal de pune atos de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Conhecida como Lei Rosa o instrumento jurídico classifica como discriminação, entre outras ações, submeter o cidadão homossexual, bissexual ou transgênero a qualquer tipo de ação violenta com o emprego de agressão física. 

O fundador do MGRV, Carlos Bem, conta que desde 2007 o movimento já acompanhou e venceu na justiça, aproximadamente, 30 processos. No entanto, essa é a primeira vez que o juizado especial criminal determina que o agente agressor seja punido com o pagamento de indenização. "Esse entendimento da Juíza Maria Augusta Balbinot cumpre o objetivo do que o movimento quer. Punir as pessoas que cometam violência e discriminação contra LGBT em nossa cidade. Antes o agressor pagava cesta básica ou serviços a comunidade ainda que o dano físico e moral estivesse ali qualificado. Agora, abre precedente para futuros julgamentos. A lei tem caráter punitivo e pedagógigo. É uma importante vitória do movimento LGBT...dos direitos humanos LGBT" afirma. 

A cada 26 horas um LGBT é assassinado no Brasil vítima de ódio e discriminação motivados por homofobia. Ainda não há no país uma lei no código penal que tipifique como crime a violência contra homossexuais. Recentemente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, emitiu parecer jurídico onde defende que a violência e discriminação contra LGBT sejam equiparados ao crime de racismo. Caso esse entendimento seja aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a violência e discriminação contra homossexuais poderá ser tipificado como crime inafiançável e os agressores condenados a prisão no moldes da lei do racismo. 


sexta-feira, 24 de julho de 2015

MGRV quer a prisão de assassinos de jovem gay em Prados

O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) organização não-governamental de promoção e defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) com sede na cidade de São João del-Rei e atuação na Região do Campo das Vertentes em Minas Gerais vem a público prestar solidariedade aos familiares e amigos do jovem Fábio Cunha Moreira de 22 anos brutalmente assassinado na cidade Prados – cidade vizinha a São João del-Rei.

O corpo do jovem gay foi encontrado numa pista de Mountain Bike, no bairro Pinheiro Chagas, em Prados. De acordo com informações da imprensa ele foi encontrado com as calças abaixadas e com marcas de violência pelo corpo, além de afundamento de crânio, provavelmente provocado por tijoladas, já que no local também funciona uma olaria. O crime teria acontecido na madrugada desta sexta-feira.

As circunstâncias do crime por si só já nos causa dor e sofrimento, mas alertamos que os requintes de crueldade manifestados no corpo da vítima e as características em que ele foi encontrado são muito semelhantes com crimes de ódio e homofobia que acontecem diariamente no Brasil. A cada 26 horas um LGBT é assassinado com requintes de crueldade e Minas Gerais é um dos Estados onde mais LGBT são assassinados.

O MGRV estará empenhado em cobrar das instituições de segurança pública rigor nas investigações para que o ou os autores do assassinato sejam rapidamente identificados e presos.

Ao mesmo tempo cobramos da Prefeitura Municipal de Prados e da Câmara Municipal de Vereadores a aprovação de uma lei municipal que puna atos de discriminação contra LGBT na cidade nos moldes do que já existe há 08 anos em São João del-Rei. Além disso, é importante que a Prefeitura institua um conselho municipal de direitos LGBT e execute políticas públicas de promoção e defesa dos direitos humanos construindo uma cultura de paz e respeito as diferenças.

O último assassinato de LGBT registrado pelo MGRV foi em 2011 quando um jovem gay foi assassinado a facadas em São João del-Rei. A ONG acompanhou o processo e o assassino foi condenado e continua preso.

Por fim reafirmamos nosso compromisso em continuar na luta em defesa dos direitos LGBT para que avancemos e tenhamos no Brasil uma lei que puna a violência, o ódio e a crueldade contra os LGBT. Pela criminalização da homofobia, da lesbofobia e da transfobia. 

Em luto.

Movimento Gay da Região das Vertentes

terça-feira, 30 de junho de 2015

Conselho LGBT emite nota sobre o Plano Decenal da Educação

O Conselho Municipal de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de São João del-Rei é um órgão colegiado que tem por objetivo propor, deliberar, contribuir na normatização e acompanhar e fiscalizar políticas públicas relativas aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Na Lei Municipal de criação do referido conselho uma das nossas atribuições é dar pareceres sobre projetos de lei relativos à questão de LGBT, quer seja iniciativa do Poder Executivo ou do Legislativo.
Sobre o Plano Municipal Decenal da Educação de São João del-Rei é salutar trazer a público que este conselho não recebeu, nem do executivo e nem do legislativo, o documento do referido plano para que pudéssemos emitir nosso parecer técnico de matéria que gerou debate e polêmica, além de muitas informações inverídicas sobre o conteúdo do plano que afeta, diretamente, os direitos da população LGBT. Ainda assim, sabedores de que os setores fundamentalistas religiosos se organizaram para invisibilizar a existência da violência contra LGBT nas escolas alguns de nossos conselheiros se envolveram, diretamente, no debate pressionando o Governo Municipal e os vereadores para que se mantivesse o texto original do projeto, qual seja, “implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, por orientação sexual ou identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”.
Alguns de nossos conselheiros participaram de diversas conversas com a Igreja Católica chegando a um consenso, na quinta-feira (18/06), de que a redação do projeto seria modificada para “implementar políticas de prevenção à evasão no ensino médio, quando motivada por preconceito e discriminação de grupos étnico-raciais, idade, pobreza, mulher, homossexuais, transexuais, portadores de deficiência de qualquer natureza e credos religiosos, criando rede de proteção contra todas as formas associadas de exclusão”.No entanto, foi com surpresa que recebemos na sexta-feira a informação – emitida pelo Governo Municipal – de que a Igreja teria voltado atrás no acordo firmado no dia anterior e que o Governo Municipal teria cedido às pressões da Igreja e acordado que o texto que ficaria no projeto seria o já previsto na Constituição Federal, qual seja, “implementar políticas públicas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”. Dessa forma, este conselho não obteve mais força para tensionar e tentar convencer o legislativo e o executivo de que era necessário manter o acordo firmado entre as partes. Infelizmente, ficamos isolados e enfraquecidos no debate.
Reafirmamos nosso posicionamento de que o texto aprovado no Plano Decenal da Educação não representa a população LGBT, uma vez que nos invisibiliza e nega nossa existência e a violência que nos assola dentro e fora das escolas.
Lamentamos que a Secretaria Municipal de Educação e a Presidência da Câmara não tenham cumprido a Lei Municipal que cria este conselho e não tenham tomado as medidas burocráticas cabíveis de encaminhar o plano decenal para que este conselho emitisse parecer técnico sobre as metas que afeta, diretamente, a população LGBT. Acreditamos que se esse procedimento fosse adotado teríamos evitado inúmeras informações incorretas acerca do projeto e evitado o grande levante de ódio e intolerância praticados contra nossa comunidade LGBT nas últimas semanas. É importante lembrar que a Secretaria Municipal de Educação possui cadeira de titularidade e suplência neste conselho, mas a Secretaria Municipal não tem estado presente nas reuniões do pleno. 


Lamentamos a forma como diversos vereadores encaminharam esse debate promovendo a animosidade e a cultura de discriminação que pode elevar o índice de violência contra nossa comunidade. Lamentamos que a maioria dos vereadores tenha cedido diante da pressão religiosa e ignorado o necessário debate sobre o problema da evasão escolar no ensino médio e os rumos da educação de São João del-Rei para os próximos 10 anos. Lamentamos o uso político dessa pauta que atinge centenas de adolescentes e jovens negros e pobres, mulheres e LGBT que sofrem, diariamente, com a violência de gênero e de orientação sexual e discriminação contra os povos tradicionais e de religiões de matriz africana dentro e fora das escolas. 

Lamentamos que as pessoas com deficiência e a discriminação que vivenciam dentro das escolas também tenha ficado invisivel. Lamentamos que diversos vereadores tenham usado da polêmica para nos acusar de querer destruir a família com o intuito de criar palco político para as eleições no próximo ano. Lamentamos que a Secretaria Municipal de Educação tenha paralisado as atividades do projeto “ARACI” executado pelo curso de Teatro da UFSJ em parceria com a rede municipal de ensino mediante pressão religiosa. Ao contrário dessa postura, a Superintendência Regional de Ensino já declarou que vai ampliar as ações do projeto para toda a rede estadual. Lamentamos, também, que o Governo Municipal tenha dispensado o apoio e disposição da reitora da UFSJ para dialogar com os líderes da Igreja Católica no intuito de subsidiar com informações mais consolidadas sobre o plano decenal de educação e derrubar por terra as inverdades pregadas acerca do plano.
Reafirmamos que a redação aprovada pela Câmara Municipal de São João del-Rei não contempla e nem representa a luta das entidades representativas da sociedade civil organizada presentes neste conselho formado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação (SindUTE), Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), Grupo de Mães e Pais de LGBT, Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e Comissão de Diversidade Sexual da OAB.
Por fim, reconhecemos e agradecemos todas as pessoas que se engajaram nessa luta e se solidarizaram com a população LGBT frente a essa intensa campanha de difamação, ódio, intolerância e discriminação fabricada numa falsa ideologia de gênero e levantada a partir de discursos proferidos em púlpitos religiosos. Em especial, agradecemos e reconhecemos a extrema importância que tiveram o Levante Popular da Juventude, SindUTE, Coletivo Carcará, Coletivo Dandara, Coletivo Os Invertidos, Projeto ARACI e a Universidade Federal de São João del-Rei por não desistirem da luta e irem para o embate por direitos.
Reafirmamos nossa disposição em continuar na luta por uma São João del-Rei livre do racismo, machismo, preconceito e discriminação LGBT. Por uma Câmara Municipal e Prefeitura Municipal laica, de fato!
São João del-Rei, 25 de Junho de 2015.

terça-feira, 31 de março de 2015

Conselho LGBT se reúne e encaminha demandas para Prefeitura

O Conselho Municipal de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais  (LGBT) de São João del-Rei realizou sua reunião ordinária na tarde desta terça-feira, 31, na sede da Secretaria Municipal de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social para debater assuntos de interesse da população LGBT e encaminhar demandas ao Governo Municipal. A pauta da reunião discutiu ações de melhorias na saúde, segurança pública, nome social das travestis e transexuais e encaminhamentos de organização da semana da diversidade sexual da Região das Vertentes.

Na agenda da saúde o conselho decidiu encaminhar à secretária municipal de saúde, Miram Gouvêa, ofício cobrando a instituição do comitê técnico de saúde integral LGBT. Em novembro de 2014 uma audiência pública com a presença do Ministério da Saúde deliberou sobre a criação do comitê que vai trabalhar para garantir melhorias na saúde em São João del-Rei.

Em relação a segurança pública o conselho está acompanhando junto com a comissão de diversidade sexual da OAB oito casos envolvendo discriminação e crimes motivados por homofobia, lesbofobia e transfobia em São João del-Rei. Dois casos estão sendo analisados pelo judiciário na esfera cível e criminal. De Janeiro a Março foram registrados 08 casos de discriminação em São João del-Rei envolvendo situações como espancamento, agressão verbal, expulsão de estabelecimento comercial, proibição para doação de sangue e discriminação/violência contra adolescentes LGBT dentro da família. 

Comissões provisórias são criadas

O conselho de direitos LGBT criou duas comissões provisórias. Uma das comissões vai se reunir e formatar a pedido do prefeito Professor Helvécio um projeto de Lei que regulamenta o uso do nome social de travestis e transexuais nos serviços da administração pública municipal. Desde 2009 há um Decreto Municipal que já garante esse direito, contudo, uma lei municipal dará mais segurança jurídica a essa conquista. A comissão provisória é formada por integrantes do Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Secretaria Municipal de Governo.

Outra comissão formada pelo conselho trabalhará na elaboração de uma proposta de programação e estrutura para realização da 9ª Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes prevista para o mês de setembro. A comissão é composta por membros do Movimento Gay da Região das Vertentes, Secretaria Municipal de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social e Universidade Federal de São João del-Rei. 


A próxima reunião do conselho municipal de direitos LGBT acontece em abril com data a ser agendada onde as comissões apresentarão o resultado dos seus trabalhos. 

Gays são proibidos de doar sangue em São João del-Rei

A doação de sangue é algo que sempre foi incentivado por governos e entidades da sociedade civil. E foi isso que o jovem Bruno Augusto Souza de 26 anos tentou fazer na manhã de hoje, 31 de março, no Hemominas em São João del-Rei, Minas Gerais, a 186km da capital. O que Bruno não esperava era o constrangimento e discriminação que sofreria ao ser informado de que gays e bissexuais estão proibidos de doarem sangue no Brasil. “Estou indignado e constrangido. Ele precisam considerar o sangue doado e não a orientação sexual das pessoas. Perdi um dia de trabalho e saio daqui me sentindo menos cidadão” afirma. Bruno possui relação estável e monogâmica há 05 anos.

A ANVISA por meio da RDC153 proíbe que gays e bissexuais que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses sejam doadores de sangue. Para o presidente do Conselho de direitos LGBT de São João del-Rei, Carlos Bem, a resolução da ANVISA é homofóbica e excludente porque proíbe que gays sadios doem sangue. “A resolução é antiga e deve ser modernizada. Não podemos em pleno séc XXI com todos os avanços da saúde e com todas as informações epidemiológicas de que o perfil da AIDS não é mais o mesmo de antigamente, aceitar que o Estado Brasileiro atue segregando pessoas” pontua Bem. Apesar de o perfil da epidemia de AIDS ainda refletir preocupações com os jovens gays o presidente do Conselho LGBT defende que o Estado Brasileiro não deve atuar de forma a segregar quem tem condições de saúde para doar sangue. “A resolução é contraditória. Se o gay chega no Hemominas e mente a sua orientação sexual ele doa o sangue. Temos muitos casos assim. Mas, se ele se assume gay ele é proibido de doar sangue. Isso, pra mim, é discriminação” afirma.

Lutar pela revogação da Resolução da ANVISA

O presidente do Conselho Municipal de direitos LGBT informa que vai entrar na justiça para derrubar a resolução da ANVISA, mas para que isso aconteça é preciso que todos os LGBT de São João del-Rei e Região procurem o movimento para relatar a discriminação que sofreram. O Movimento Gay da Região das Vertentes é uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos LGBT que atua na Região do Campo das Vertentes. A ONG pretende entrar com uma ação civil pública com o apoio da comissão de diversidade sexual da OAB de São João del-Rei.


A pessoas LGBT que já foram proibidas de doar sangue no Hemominas de São João del-Rei devem procurar o movimento por meio dos telefones (32)8806-0341/9116-4877 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CTA e MGRV lançam a campanha de prevenção a AIDS no carnaval

Na manhã do último sábado (15), ao lado do coreto, mais de 5 mil camisinhas, folders, canetas e chaveiros personalizados sobre prevenção e testagem para HIV foram distribuídos aos pedestres e motoristas que passavam pela região. A ação foi realizada em função da conscientização e prevenção para o carnaval em São João del-Rei e terá a duração até o fim do mês.

Priscila Emanuele Peixoto, enfermeira e coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de São João del-Rei, explica que o foco da campanha é a prevenção sobre riscos à saúde provenientes de relações sexuais sem proteção, muito comuns nesta época. "Estamos focados na conscientização das pessoas sobre os riscos que uma relação desprotegida podem trazer. Nossa campanha não visa um púbico específico: ela é voltada para todas as pessoas que tenham uma vida sexual ativa e que, devido as festividades do carnaval, tendem a abrir mão da segurança", explica.

O diretor de Direitos Humanos da cidade, Carlos Bem, também comenta sobre a campanha: "a diretoria de direitos humanos tem a preocupação de trabalhar pela diminuição dos contextos de vulnerabilidade e proteção dos direitos daqueles que estão mais vulneráveis como é o caso das pessoas vivendo com HIV. Por isso estamos juntos nessa campanha".

A ONG Vida Cidadã, que visa a promoção e defesa dos direitos humanos na região e representada por Dagoberto Arnout, também esteve presente e apoia incondicionalmente a ação do CTA. "sempre com bom humor, abordamos as pessoas e queremos conscientizar principalmente os pais que a conversa com seus filhos dentro de casa é muito importante e necessária para que se evite muitos problemas na rua. Não se deve ter vergonha de falar sobre sexo: a prevenção ainda é o melhor remédio."

MGRV amplia e se torna ONG de Direitos Humanos

O MGRV amplia sua atuação em 2014. Por isso, foi fundada a Vida Cidadã que passa a defender, além dos direitos LGBT, os direitos das mulheres, crianças e adolescentes, idosos, negros, juventude e pessoas com deficiência. A ONG funciona de segunda a sexta de 14 às 18 horas na Rua Antônio Daldegan, 51, Fábricas.