Sancionada lei que cria conselho LGBT em SJDR

Ato ocorreu durante a 6ª Parada Gay com a presença do prefeito Helvécio Reis

Cine Debate aborda a questão da homossexualidade

Levantar a questão da homossexualidade por meio do audiovisual foi à proposta do primeiro Cine Debate da 6ª Semana da Diversidade Sexual

Semana da diversidade promove I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, o Movimento Gay da Região das Vertentes, o Levante Popular da Juventude e Coletivo Carcará promoveram o I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dia da visibilidade Bissexual. Conselho Municipal convoca marcha LGBT para novembro em São João del-Rei

O Conselho Municipal de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) de São João del-Rei, MG, se encontrou hoje, 23, para mais uma reunião da comissão organizadora da conferência regional de direitos LGBT a ser realizada na cidade histórica. Na oportunidade o conselho municipal definiu a data da 8ª edição da Marcha da Cidadania e Orgulho LGBT da Região das Vertentes e convocou a manifestação para dia 08 de novembro.

A marcha pela cidadania e orgulho LGBT da Região das Vertentes encerra a semana da diversidade sexual que, neste ano, acontecerá de 03 a 08 de novembro.  A temática e programação das atividades serão definidas, posteriormente, pelo Conselho Municipal.

Dia da Visibilidade Bissexual

O conselho LGBT divulgou a data da semana da diversidade sexual e da marcha, propositadamente, no dia da visibilidade das pessoas bissexuais. A data tem importante tarefa de dar visibilidade sobre as diversas formas de preconceito e discriminação contra as pessoas bissexuais. Criada por três ativistas bissexuais nos EUA a data tem o objetivo de combater a marginalização, preconceito e discriminação.

Para o presidente do conselho municipal LGBT, Carlos Bem, a data é importante momento para dar visibilidade às questões de discriminação vivenciada por grupos sociais ainda mais invisíveis que gays e lésbicas. “Temos a tarefa de chamar o debate e dar visibilidade para as demandas das pessoas bissexuais. Ainda há muita ausência de informação, muita opressão e discriminação contra a comunidade bissexual. Neste ano queremos ampliar o debate defendendo a dignidade e cidadania das pessoas bissexuais, mas também das pessoas travestis e transexuais. Essas ações aparecerão com mais força na conferência LGBT e na semana da diversidade sexual” afirma.

Conselho organiza 1ª Conferência Regional LGBT


O conselho municipal de direitos das pessoas LGBT de São João del-Rei juntamente com a comissão organizadora ampliada estão organizando a Conferência Regional de Direitos da população LGBT. O evento acontece no dia 07 de outubro a partir de 13h no Teatro do Campus Santo Antônio da UFSJ. Na ocasião serão levantadas propostas para elaboração do Plano Municipal de Enfrentamento a LGBTfobia em São João del-Rei e Região. Além disso, serão eleitos delegadas e delegados para a etapa estadual da conferência a ser realizada na cidade de Belo Horizonte. A primeira Transexual a comandar a coordenadoria de políticas públicas para a população LGBT na Secretaria de direitos Humanos da Presidência da República, Symmy Larrat, confirmou presença no evento onde vai palestrar sobre o Sistema Nacional LGBT. O evento é aberto a toda a população e para participar basta comparecer no dia e local do evento. Mais informações: (32)3379-2935 ou pelo email: dhsjdr@yahoo.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Prefeito Helvécio convoca Conferência Regional de Direitos LGBT em São João del-Rei



Conselho LGBT e Comissão Organizadora

O Prefeito Municipal de São João del-Rei, professor Helvécio, convocou a realização da 1ª Conferência Regional de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) da Região das Vertentes pólo São João del-Rei. Ela será realizada dia 07 de outubro de 13h as 19h no Teatro do Campus Santo Antônio da Universidade Federal de São João del-Rei. Por meio de decreto municipal o Prefeito convoca a população LGBT, entidades, organizações da sociedade civil, universidades, coletivos, instituições públicas e privadas e prefeitura de 20 cidades que compõem a Microrregião do Campo das Vertentes a participar da conferência. 

Com o tema “Por um Brasil que criminalize a violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais” um dos objetivos da conferência é propor, discutir e consolidar as diretrizes das políticas públicas voltadas ao combate à discriminação e à promoção dos direitos humanos e cidadania da população LGBT a serem observadas e realizadas pelas administrações municipais na microrregião das Vertentes. 

A organização da conferência está sob responsabilidade de uma comissão organizadora e do Conselho Municipal de Direitos LGBT colegiados compostos por entidades da sociedade civil e da Prefeitura Municipal, além da Superintendência Regional de Ensino, Gerência Regional de Saúde e Gerência Regional da SEDESE que são órgãos descentralizados do Governo do Estado de Minas Gerais. 

Mais informações na Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Governo pelo telefone (32)3379-2935 ou pelo e-mail: dhsjdr@yahoo.com.br

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Jovem gay é espancado em São João del-Rei. Ato gera 1ª indenização por homofobia na cidade histórica

O covarde espancamento de um jovem gay de 20 anos em São João del-Rei, Minas Gerais, gerou a vitória do Movimento Gay da Região das Vertentes que conseguiu na justiça a primeira indenização por um ato de homofobia na cidade. O agressor precisou desembolsar o valor de R$2 mil reais de indenização pela agressão homofóbica. 

O espancamento do estudante de 20 anos aconteceu numa festa de república em junho de 2014 na cidade de São João del-Rei. Em determinado momento da festa o autor da agressão acompanhado de amigos espancaram o jovem gay sem motivo aparente. O rosto da vítima ficou desfigurado. Além dos danos físicos, ficou comprovado os danos morais e o ato violento motivado por homofobia. A polícia militar foi acionada e registrou boletim de ocorrência relatando a discriminação por orientação sexual. Testemunhas também contaram que a agressão teve como motivação a homofobia. A vítima procurou o Movimento Gay da Região das Vertentes que, através da sua assessoria jurídica e psicológica, passou a atuar na proteção do jovem gay espancando e a lutar por justiça e condenação dos responsáveis pelo ato. A audiência que gerou essa indenização foi realizada em 2015.


Lei Rosa completa 08 anos

Desde 2007 a cidade de São João del-Rei passou a contar com uma lei municipal de pune atos de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Conhecida como Lei Rosa o instrumento jurídico classifica como discriminação, entre outras ações, submeter o cidadão homossexual, bissexual ou transgênero a qualquer tipo de ação violenta com o emprego de agressão física. 

O fundador do MGRV, Carlos Bem, conta que desde 2007 o movimento já acompanhou e venceu na justiça, aproximadamente, 30 processos. No entanto, essa é a primeira vez que o juizado especial criminal determina que o agente agressor seja punido com o pagamento de indenização. "Esse entendimento da Juíza Maria Augusta Balbinot cumpre o objetivo do que o movimento quer. Punir as pessoas que cometam violência e discriminação contra LGBT em nossa cidade. Antes o agressor pagava cesta básica ou serviços a comunidade ainda que o dano físico e moral estivesse ali qualificado. Agora, abre precedente para futuros julgamentos. A lei tem caráter punitivo e pedagógigo. É uma importante vitória do movimento LGBT...dos direitos humanos LGBT" afirma. 

A cada 26 horas um LGBT é assassinado no Brasil vítima de ódio e discriminação motivados por homofobia. Ainda não há no país uma lei no código penal que tipifique como crime a violência contra homossexuais. Recentemente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, emitiu parecer jurídico onde defende que a violência e discriminação contra LGBT sejam equiparados ao crime de racismo. Caso esse entendimento seja aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a violência e discriminação contra homossexuais poderá ser tipificado como crime inafiançável e os agressores condenados a prisão no moldes da lei do racismo. 


sexta-feira, 24 de julho de 2015

MGRV quer a prisão de assassinos de jovem gay em Prados

O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) organização não-governamental de promoção e defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) com sede na cidade de São João del-Rei e atuação na Região do Campo das Vertentes em Minas Gerais vem a público prestar solidariedade aos familiares e amigos do jovem Fábio Cunha Moreira de 22 anos brutalmente assassinado na cidade Prados – cidade vizinha a São João del-Rei.

O corpo do jovem gay foi encontrado numa pista de Mountain Bike, no bairro Pinheiro Chagas, em Prados. De acordo com informações da imprensa ele foi encontrado com as calças abaixadas e com marcas de violência pelo corpo, além de afundamento de crânio, provavelmente provocado por tijoladas, já que no local também funciona uma olaria. O crime teria acontecido na madrugada desta sexta-feira.

As circunstâncias do crime por si só já nos causa dor e sofrimento, mas alertamos que os requintes de crueldade manifestados no corpo da vítima e as características em que ele foi encontrado são muito semelhantes com crimes de ódio e homofobia que acontecem diariamente no Brasil. A cada 26 horas um LGBT é assassinado com requintes de crueldade e Minas Gerais é um dos Estados onde mais LGBT são assassinados.

O MGRV estará empenhado em cobrar das instituições de segurança pública rigor nas investigações para que o ou os autores do assassinato sejam rapidamente identificados e presos.

Ao mesmo tempo cobramos da Prefeitura Municipal de Prados e da Câmara Municipal de Vereadores a aprovação de uma lei municipal que puna atos de discriminação contra LGBT na cidade nos moldes do que já existe há 08 anos em São João del-Rei. Além disso, é importante que a Prefeitura institua um conselho municipal de direitos LGBT e execute políticas públicas de promoção e defesa dos direitos humanos construindo uma cultura de paz e respeito as diferenças.

O último assassinato de LGBT registrado pelo MGRV foi em 2011 quando um jovem gay foi assassinado a facadas em São João del-Rei. A ONG acompanhou o processo e o assassino foi condenado e continua preso.

Por fim reafirmamos nosso compromisso em continuar na luta em defesa dos direitos LGBT para que avancemos e tenhamos no Brasil uma lei que puna a violência, o ódio e a crueldade contra os LGBT. Pela criminalização da homofobia, da lesbofobia e da transfobia. 

Em luto.

Movimento Gay da Região das Vertentes

terça-feira, 30 de junho de 2015

Conselho LGBT emite nota sobre o Plano Decenal da Educação

O Conselho Municipal de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de São João del-Rei é um órgão colegiado que tem por objetivo propor, deliberar, contribuir na normatização e acompanhar e fiscalizar políticas públicas relativas aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Na Lei Municipal de criação do referido conselho uma das nossas atribuições é dar pareceres sobre projetos de lei relativos à questão de LGBT, quer seja iniciativa do Poder Executivo ou do Legislativo.
Sobre o Plano Municipal Decenal da Educação de São João del-Rei é salutar trazer a público que este conselho não recebeu, nem do executivo e nem do legislativo, o documento do referido plano para que pudéssemos emitir nosso parecer técnico de matéria que gerou debate e polêmica, além de muitas informações inverídicas sobre o conteúdo do plano que afeta, diretamente, os direitos da população LGBT. Ainda assim, sabedores de que os setores fundamentalistas religiosos se organizaram para invisibilizar a existência da violência contra LGBT nas escolas alguns de nossos conselheiros se envolveram, diretamente, no debate pressionando o Governo Municipal e os vereadores para que se mantivesse o texto original do projeto, qual seja, “implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, por orientação sexual ou identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”.
Alguns de nossos conselheiros participaram de diversas conversas com a Igreja Católica chegando a um consenso, na quinta-feira (18/06), de que a redação do projeto seria modificada para “implementar políticas de prevenção à evasão no ensino médio, quando motivada por preconceito e discriminação de grupos étnico-raciais, idade, pobreza, mulher, homossexuais, transexuais, portadores de deficiência de qualquer natureza e credos religiosos, criando rede de proteção contra todas as formas associadas de exclusão”.No entanto, foi com surpresa que recebemos na sexta-feira a informação – emitida pelo Governo Municipal – de que a Igreja teria voltado atrás no acordo firmado no dia anterior e que o Governo Municipal teria cedido às pressões da Igreja e acordado que o texto que ficaria no projeto seria o já previsto na Constituição Federal, qual seja, “implementar políticas públicas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”. Dessa forma, este conselho não obteve mais força para tensionar e tentar convencer o legislativo e o executivo de que era necessário manter o acordo firmado entre as partes. Infelizmente, ficamos isolados e enfraquecidos no debate.
Reafirmamos nosso posicionamento de que o texto aprovado no Plano Decenal da Educação não representa a população LGBT, uma vez que nos invisibiliza e nega nossa existência e a violência que nos assola dentro e fora das escolas.
Lamentamos que a Secretaria Municipal de Educação e a Presidência da Câmara não tenham cumprido a Lei Municipal que cria este conselho e não tenham tomado as medidas burocráticas cabíveis de encaminhar o plano decenal para que este conselho emitisse parecer técnico sobre as metas que afeta, diretamente, a população LGBT. Acreditamos que se esse procedimento fosse adotado teríamos evitado inúmeras informações incorretas acerca do projeto e evitado o grande levante de ódio e intolerância praticados contra nossa comunidade LGBT nas últimas semanas. É importante lembrar que a Secretaria Municipal de Educação possui cadeira de titularidade e suplência neste conselho, mas a Secretaria Municipal não tem estado presente nas reuniões do pleno. 


Lamentamos a forma como diversos vereadores encaminharam esse debate promovendo a animosidade e a cultura de discriminação que pode elevar o índice de violência contra nossa comunidade. Lamentamos que a maioria dos vereadores tenha cedido diante da pressão religiosa e ignorado o necessário debate sobre o problema da evasão escolar no ensino médio e os rumos da educação de São João del-Rei para os próximos 10 anos. Lamentamos o uso político dessa pauta que atinge centenas de adolescentes e jovens negros e pobres, mulheres e LGBT que sofrem, diariamente, com a violência de gênero e de orientação sexual e discriminação contra os povos tradicionais e de religiões de matriz africana dentro e fora das escolas. 

Lamentamos que as pessoas com deficiência e a discriminação que vivenciam dentro das escolas também tenha ficado invisivel. Lamentamos que diversos vereadores tenham usado da polêmica para nos acusar de querer destruir a família com o intuito de criar palco político para as eleições no próximo ano. Lamentamos que a Secretaria Municipal de Educação tenha paralisado as atividades do projeto “ARACI” executado pelo curso de Teatro da UFSJ em parceria com a rede municipal de ensino mediante pressão religiosa. Ao contrário dessa postura, a Superintendência Regional de Ensino já declarou que vai ampliar as ações do projeto para toda a rede estadual. Lamentamos, também, que o Governo Municipal tenha dispensado o apoio e disposição da reitora da UFSJ para dialogar com os líderes da Igreja Católica no intuito de subsidiar com informações mais consolidadas sobre o plano decenal de educação e derrubar por terra as inverdades pregadas acerca do plano.
Reafirmamos que a redação aprovada pela Câmara Municipal de São João del-Rei não contempla e nem representa a luta das entidades representativas da sociedade civil organizada presentes neste conselho formado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação (SindUTE), Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), Grupo de Mães e Pais de LGBT, Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e Comissão de Diversidade Sexual da OAB.
Por fim, reconhecemos e agradecemos todas as pessoas que se engajaram nessa luta e se solidarizaram com a população LGBT frente a essa intensa campanha de difamação, ódio, intolerância e discriminação fabricada numa falsa ideologia de gênero e levantada a partir de discursos proferidos em púlpitos religiosos. Em especial, agradecemos e reconhecemos a extrema importância que tiveram o Levante Popular da Juventude, SindUTE, Coletivo Carcará, Coletivo Dandara, Coletivo Os Invertidos, Projeto ARACI e a Universidade Federal de São João del-Rei por não desistirem da luta e irem para o embate por direitos.
Reafirmamos nossa disposição em continuar na luta por uma São João del-Rei livre do racismo, machismo, preconceito e discriminação LGBT. Por uma Câmara Municipal e Prefeitura Municipal laica, de fato!
São João del-Rei, 25 de Junho de 2015.

terça-feira, 31 de março de 2015

Conselho LGBT se reúne e encaminha demandas para Prefeitura

O Conselho Municipal de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais  (LGBT) de São João del-Rei realizou sua reunião ordinária na tarde desta terça-feira, 31, na sede da Secretaria Municipal de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social para debater assuntos de interesse da população LGBT e encaminhar demandas ao Governo Municipal. A pauta da reunião discutiu ações de melhorias na saúde, segurança pública, nome social das travestis e transexuais e encaminhamentos de organização da semana da diversidade sexual da Região das Vertentes.

Na agenda da saúde o conselho decidiu encaminhar à secretária municipal de saúde, Miram Gouvêa, ofício cobrando a instituição do comitê técnico de saúde integral LGBT. Em novembro de 2014 uma audiência pública com a presença do Ministério da Saúde deliberou sobre a criação do comitê que vai trabalhar para garantir melhorias na saúde em São João del-Rei.

Em relação a segurança pública o conselho está acompanhando junto com a comissão de diversidade sexual da OAB oito casos envolvendo discriminação e crimes motivados por homofobia, lesbofobia e transfobia em São João del-Rei. Dois casos estão sendo analisados pelo judiciário na esfera cível e criminal. De Janeiro a Março foram registrados 08 casos de discriminação em São João del-Rei envolvendo situações como espancamento, agressão verbal, expulsão de estabelecimento comercial, proibição para doação de sangue e discriminação/violência contra adolescentes LGBT dentro da família. 

Comissões provisórias são criadas

O conselho de direitos LGBT criou duas comissões provisórias. Uma das comissões vai se reunir e formatar a pedido do prefeito Professor Helvécio um projeto de Lei que regulamenta o uso do nome social de travestis e transexuais nos serviços da administração pública municipal. Desde 2009 há um Decreto Municipal que já garante esse direito, contudo, uma lei municipal dará mais segurança jurídica a essa conquista. A comissão provisória é formada por integrantes do Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Secretaria Municipal de Governo.

Outra comissão formada pelo conselho trabalhará na elaboração de uma proposta de programação e estrutura para realização da 9ª Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes prevista para o mês de setembro. A comissão é composta por membros do Movimento Gay da Região das Vertentes, Secretaria Municipal de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social e Universidade Federal de São João del-Rei. 


A próxima reunião do conselho municipal de direitos LGBT acontece em abril com data a ser agendada onde as comissões apresentarão o resultado dos seus trabalhos. 

Gays são proibidos de doar sangue em São João del-Rei

A doação de sangue é algo que sempre foi incentivado por governos e entidades da sociedade civil. E foi isso que o jovem Bruno Augusto Souza de 26 anos tentou fazer na manhã de hoje, 31 de março, no Hemominas em São João del-Rei, Minas Gerais, a 186km da capital. O que Bruno não esperava era o constrangimento e discriminação que sofreria ao ser informado de que gays e bissexuais estão proibidos de doarem sangue no Brasil. “Estou indignado e constrangido. Ele precisam considerar o sangue doado e não a orientação sexual das pessoas. Perdi um dia de trabalho e saio daqui me sentindo menos cidadão” afirma. Bruno possui relação estável e monogâmica há 05 anos.

A ANVISA por meio da RDC153 proíbe que gays e bissexuais que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses sejam doadores de sangue. Para o presidente do Conselho de direitos LGBT de São João del-Rei, Carlos Bem, a resolução da ANVISA é homofóbica e excludente porque proíbe que gays sadios doem sangue. “A resolução é antiga e deve ser modernizada. Não podemos em pleno séc XXI com todos os avanços da saúde e com todas as informações epidemiológicas de que o perfil da AIDS não é mais o mesmo de antigamente, aceitar que o Estado Brasileiro atue segregando pessoas” pontua Bem. Apesar de o perfil da epidemia de AIDS ainda refletir preocupações com os jovens gays o presidente do Conselho LGBT defende que o Estado Brasileiro não deve atuar de forma a segregar quem tem condições de saúde para doar sangue. “A resolução é contraditória. Se o gay chega no Hemominas e mente a sua orientação sexual ele doa o sangue. Temos muitos casos assim. Mas, se ele se assume gay ele é proibido de doar sangue. Isso, pra mim, é discriminação” afirma.

Lutar pela revogação da Resolução da ANVISA

O presidente do Conselho Municipal de direitos LGBT informa que vai entrar na justiça para derrubar a resolução da ANVISA, mas para que isso aconteça é preciso que todos os LGBT de São João del-Rei e Região procurem o movimento para relatar a discriminação que sofreram. O Movimento Gay da Região das Vertentes é uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos LGBT que atua na Região do Campo das Vertentes. A ONG pretende entrar com uma ação civil pública com o apoio da comissão de diversidade sexual da OAB de São João del-Rei.


A pessoas LGBT que já foram proibidas de doar sangue no Hemominas de São João del-Rei devem procurar o movimento por meio dos telefones (32)8806-0341/9116-4877