Sancionada lei que cria conselho LGBT em SJDR

Ato ocorreu durante a 6ª Parada Gay com a presença do prefeito Helvécio Reis

Cine Debate aborda a questão da homossexualidade

Levantar a questão da homossexualidade por meio do audiovisual foi à proposta do primeiro Cine Debate da 6ª Semana da Diversidade Sexual

Semana da diversidade promove I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, o Movimento Gay da Região das Vertentes, o Levante Popular da Juventude e Coletivo Carcará promoveram o I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

SJDR: Parada Gay será em Setembro



Evento entra no calendário da cidade, mas acontece sem apoio da Prefeitura.
 MGRV vai discutir juventude, direitos humanos e saúde

10 mil pessoas marcham na parada, no ano passado
O Movimento gay da Região das Vertentes (MGRV) já prepara as atividades da 5ª Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes e Parada da Cidadania e do Orgulho de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais agendada para acontecer de 12 a 16 de setembro na cidade mineira de São João del-Rei, 186km da capital. Há um ano o evento entrou no calendário oficial da cidade, mas não conta com apoio da prefeitura local. 

Com o objetivo de dar visibilidade e propor ações para a juventude o MGRV definiu como tema central a juventude. “ Vamos falar sobre o que nós, jovens, pensamos sobre saúde, educação, direitos humanos, cidadania . A parada vai lutar pela criação da secretaria de direitos humanos, neste ano sob a visão e protagonismo da juventude, especialmente, da juventude LGBT” afirma Dalpison Soares presidente do movimento LGBT local. 

Juventude abandonada

De acordo com dados epidemiológicos do Ministério da Saúde a AIDS aumentou exponencialmente na juventude gay e nas mulheres jovens. As estatísticas de assassinatos de homossexuais no Brasil, sistematizado anualmente pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), aponta um índice preocupante de adolescentes e jovens gays e travestis assassinados por preconceito.  A Secretaria de Direitos e Cidadania da Presidência da República reconhece o racismo como fator estruturante para o assassinato de jovens negros no país. 

O MGRV reafirma o compromisso em lutar por uma São João del-Rei mais humana e fraterna com todas as diferenças. Dessa forma o movimento vai lutar, novamente, pela criação da secretaria municipal de direitos humanos, nomeação do conselho municipal dos direitos humanos, modernização do planejamento anual de ações e metas para combater a epidemia de AIDS na cidade, além de discutir e propor ações para a juventude local. 

Parada não será apenas LGBT

O MGRV comemora 05 anos de fundação em 2012. Ao longo da trajetória do movimento a luta pelos direitos humanos foi se fortalecendo e outras pautas sendo incorporadas. A parada LGBT é o espaço para mulheres, negros, deficientes físicos, jovens, estudantes e todos os grupos sociais mais vulneráveis a violação de direitos se manifestarem. É o dia de parar a cidade pelos direitos humanos!

A parada da cidadania e do orgulho LGBT leva o tema  “Juventude em ação: Fora discriminação!” para as ruas da cidade histórica de São João del-Rei no dia 16 de setembro com concentração a partir de 13h na Avenida leite de Castro (em frente a Cacel) onde são esperadas 10 mil pessoas. A parada LGBT encerra a programação de uma semana inteira de debates, discussões e elaboração de propostas para o poder público local no campo dos direitos humanos, saúde, educação, cultura e cidadania. 

Fonte: ASCOM MGRV





segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jovem, gay e negro: Dalpson Soares é o novo presidente do MGRV


Movimento Gay amplia luta pelos direitos humanos, cria secretaria de mulheres e elege o primeiro presidente jovem e negro da entidade

Dalpson Soares, novo presidente, na sede do MGRV
O MovimentoGay da Região das Vertentes (MGRV) com sede em São João del-Rei, interior de Minas Gerais, 186km da capital, passa por uma reformulação em sua estrutura e diretoria. Em assembléia do movimento no início do mês a entidade passa a ser liderada pelo primeiro jovem, gay e negro, além de criar a sua secretaria de mulheres. 

Em 2012 o MGRV completa 05 anos de fundação. Ao longo do tempo diversos avanços foram conquistados em defesa dos homossexuais. Agora o movimento expande sua luta. “Nós mulheres temos uma pauta de luta que coincide muito com a dos homossexuais. Queremos uma São Joao del-Rei livre do machismo, racismo e homofobia” afirma Mariza Mateiro eleita para coordenar a secretaria de mulheres criada pelo MGRV. Mateiro também é ativista no movimento estudantil na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), sobretudo, na defesa dos direitos da mulher na União Estadual de Estudantes de Minas Gerais(UEE/MG) e União Nacional dos Estudantes (UNE). 

Já Dalpson Soares, novo presidente do MGRV, acredita que o momento é de consolidação da luta pelos direitos humanos na cidade. “Vamos consolidar e continuar um excelente trabalho iniciado há 05 anos por Carlos Bem e demais militantes. Avançamos muito nos últimos anos, isso é visível, é um fato. Conquistamos leis municipais, saímos do anonimato, temos um lugar para buscarmos apoio quando formos discriminados. Tudo isso é consequência da luta cotidiana, sobretudo, de quem teve a coragem e colocou a cara a tapa numa época em que pouquíssimas pessoas tiveram o protagonismo de organizar a luta pelos direitos dos homossexuais” afirma.  O presidente pontua, ainda, os desafios para os próximos anos com foco no combate ao machismo, racismo e homofobia, além da inserção da defesa dos direitos da juventude. 

O MGRV amplia sua luta e expande para a defesa dos direitos humanos de homossexuais, mulheres, negros e jovens. A nova diretoria espera, agora, desenvolver projetos mais ampliados para transformar a sociedade em prol da igualdade e cidadania plena buscando uma São João del-Rei livre do machismo, racismo e homofobia. 


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Comissão aprova criminalização da homofobia no novo Código Penal


Proposta aprovada aumenta a quantidade de situações em que uma pessoa pode responder por discriminação, com a inclusão de orientação sexual e em razão da procedência regional


A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta sexta-feira a proposta que criminaliza o preconceito contra gays, transexuais e transgêneros. O texto ainda precisa ser votado pelo Congresso.


A proposta também criminaliza o preconceito contra mulheres e baseados na origem regional (contra nordestinos, por exemplo). Estas modalidades de preconceito, assim como a homofobia, ficam igualadas ao crime de racismo, que é imprescritível e inafiançável.
Isso significa que, se a proposta virar lei, quem for acusado dos crimes de preconceito pode ser processado a qualquer tempo e, preso provisoriamente, não pode ser solto após pagar fiança.

O texto determina alguns comportamentos que serão considerados crimes, caso sejam motivados por preconceito. Entre eles estão impedir o acesso de alguém em transporte público, estabelecimento comercial ou instituição de ensino e a recusa de atendimento em restaurante, hotel ou clube.

A proposta também criminaliza o ato de impedir o acesso a cargo público ou a uma vaga em empresa privada, e demitir ou exonerar alguém injustificadamente, baseado no preconceito. Dependendo da gravidade, o acusado que for funcionário público pode perder seu cargo.
A veiculação de propaganda e símbolos preconceituosos, inclusive pela internet, também foi criminalizada.

A pena prevista para todas as modalidades de crime vai de dois a cinco anos de prisão, e pode ser aumentada de um terço até a metade se for cometida contra criança ou adolescente.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Marvel entra no debate sobre união gay ao casar o mutante Northstar

Criado em 1979, personagem passou a fazer parte dos X-Men.
Na revista a ser lançada nesta quarta, ele pede a mão do antigo namorado.

 

A editora Marvel Comics, que publica as histórias em quadrinhos com alguns dos super-heróis mais populares do mundo, decidiu casar o Northstar, um personagem gay, no número que será lançado nesta nesta quarta-feira (23) nos Estados Unidos.
Northstar pede o namorado em casamento
(Foto: Reuters/Marvel Comics)

Na nova revista, o mutante Northstar - nome que oculta a personalidade de Jean-Paul Beauvier, um dos integrantes dos X-Men -, aparecerá de joelhos para pedir a mão de seu antigo namorado, Kyle Jinadu. O número 50 da revista "Astonishing X-Men", que oficializa o casamento de Northstar, terá também versões digitais.
 
O casório acontecerá na edição seguinte de "Astonishing X-Men", que sai em 20 de junho. Algumas lojas especializadas em revistas vão dar festas de casamento nesse dia, segundo a Marvel.
Desta forma, os criadores situam seus leitores diante de um dos assuntos sociais mais comentados nos Estados Unidos atualmente, o casamento entre homossexuais, que não é autorizado na maioria dos estados. O tema também ganhou evidência durante a campanha eleitoral das presidenciais, já que Obama declarou publicamente seu apoio à união entre gays.

"O universo da Marvel sempre refletiu o mundo em que vivemos através da janela e, por isso, tentamos que nossos personagens, suas relações e histórias estejam ancoradas na realidade", disse o editor-chefe da editora, Axel Alonso, em comunicado.

Segundo Alonso, as equipes de Marvel estão trabalhando há um ano para "assegurar que o casamento de Northstar e Kyle reflita essa realidade". Além do lançamento previsto para esta quarta, a Marvel também confirmou que o episódio do casamento do mutante e seu namorado também será retratado na próxima edição das aventuras X-Men, que deverá chegar ao mercado em um mês.

Saiba mais:
O personagem Northstar se firmou como herói da Marvel em 1979, quando se tornou um dos integrantes da equipe Alpha Flight e um dos antagonistas de outros populares super-heróis. A partir de 1983, os criadores transformaram este personagem em um dos mais populares da Marvel. Nesta época, além de ter se tornado um medalhista olímpico, Northstar também aparecia como um bem-sucedido empresário.

No entanto, a identidade sexual do super-herói só foi relevada publicamente em 1992, enquanto sua aproximação com Kyle começou a partir de 2009. "Essa história é universal e está no centro de tudo o que escrevo: um poderoso amor entre duas pessoas que precisam lutar por isso e contra todo o resto", disse uma das autoras da história, Marjorie Liu, no mesmo comunicado.

Capa da edição 51 do gibi 'Astonishing X-Men', que será lançada em 20 de junho e mostra o casamento do herói Northstar (Foto: AP)


Fonte: G1

Corte da Colômbia garante a gay direito de adotar duas crianças

 Corte Constitucional da Colômbia garantiu o direito a um norte-americano homossexual de adotar duas criança



Foto ilustrativa da bandeira da Colômbia
 A Corte Constitucional da Colômbia garantiu o direito de um jornalista norte-americano homossexual de adotar duas crianças, após o instituto local que trata dos direitos dos menores negar a ele a custódia, argumentando risco para as crianças.

O tribunal negou a argumentação do Instituto Colombiano do Bem-estar Familiar, que atestava que a adoção por parte de Chandle Burr pressupunha algum tipo de risco para os menores.

Para a corte, a orientação sexual do norte-americano não afeta o processo de adoção, nem consiste em uma ameaça aos direitos das crianças.

Os juízes ainda consideraram que a separação de Burr das crianças foi o que acabou afetando-as, e lamentaram que o instituto não tenha levado em consideração a opinião dos menores em questão, um de 10 anos e outro de 13 anos, que desejavam ficar com seu pai adotivo.

Burr iniciou os trâmites de adoção no ano passado, mas ao declarar ao Instituto Colombiano do Bem-estar Familiar que é homossexual, a entidade lhe negou o direito. O caso foi divulgado pelo coletivo Colombia Diversa, que defende os direitos dos homossexuais no país e assessorou o jornalista no processo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Amigo de casal gay apanha de segurança em São Paulo

Rapaz diz que grupo foi ofendido antes do ataque; acusado procura a polícia e diz que quis recuperar objetos furtados

 

Um impressor de 24 anos foi agredido com chutes e socos na cabeça por um segurança de 29, por volta das 15 horas no sábado, dia 19,  na Praça da República, no centro da capital paulista. A vítima diz ter apanhado porque estava com dois amigos gays. Já o agressor diz que o rapaz havia furtado um casal homossexual que estava na praça e também prestou queixa à polícia. Mas o caso será investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que atua em casos de homofobia. A Secretaria Estadual da Segurança Pública não divulgou os nomes nem do agressor nem da vítima. 

Segundo a secretaria, a Polícia Militar foi chamada à praça por testemunhas que viram o rapaz apanhando do segurança. Quando os PMs chegaram, encontraram o impressor com a cabeça ensanguentada. Os policiais levaram o rapaz até o Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia, em Santa Cecília, também no centro, e depois ao 8.º Distrito Policial (Belém), que registrou o caso como lesão corporal dolosa.

Homofobia

No depoimento, o impressor disse que havia ido à feira de artesanato da praça com o casal de amigos e parado perto das barraquinhas de alimentos, onde lancharam. Nisso, ainda segundo o depoimento, começaram a ser ofendidos pelo segurança, pelo fato de o casal ser homossexual. O trio ignorou o segurança e continuou a comer.

Em seguida, eles seguiram até a entrada da estação de metrô na praça e se despediram. O casal desceu a escadaria da estação e o impressor voltou para a praça, para cruzá-la, quando reencontrou o segurança. Só que, desta vez, o rapaz disse ter reagido verbalmente às provocações, o que fez com que o segurança o agredisse com "golpes de artes marciais", segundo a Polícia Civil. Depois da agressão, o segurança fugiu da praça.

Enquanto a PM socorria a vítima, o segurança foi até o 3.º Distrito Policial (Santa Ifigênia) e declarou ter agredido um rapaz que furtou um casal homossexual que estava lanchando na praça. O segurança disse que presenciou o furto e tentou recuperar os bens das vítimas. Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, no entanto, disseram ter visto o segurança agredir o impressor "sem motivo aparente". Os dois envolvidos na briga fizeram exames no Instituto Médico-Legal.

Curta-metragem frances para crianças aborda romance gay

Um curta-metragem animado para o público infantil provocou polêmica na França ao contar uma história de romance homossexual

 

O curta-metragem francês “O Beijo da Lua”

 

O desenho animado "O beijo da Lua" conta a história do peixe Félix, que se apaixona por outro peixe, León. O curta de 20 minutos mostra sob diferentes pontos de vista uma história de amor homossexual. O objetivo dos produtores era abordar os temas de intolerância e homofobia.  O desenho é voltado para crianças de 8 a 10 anos.

O diretor do filme, Sébastien Watel, disse à BBC que é homossexual, e que sua intenção foi mostrar às crianças que não há diferenças entre romances gays e romances heterossexuais.

Crítica ao curta

A associação “Collectif pour l'enfant” (Coletivo pelas Crianças) fez duras criticas à produção e afirmou que o tema abordado não é apropriado para crianças.
 


Assista trailer do filme no site: http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/curta-metragem-infantil-que-mostra-romance-homossexual-e-criticado-na-franca/2/13/16383