Sancionada lei que cria conselho LGBT em SJDR

Ato ocorreu durante a 6ª Parada Gay com a presença do prefeito Helvécio Reis

Cine Debate aborda a questão da homossexualidade

Levantar a questão da homossexualidade por meio do audiovisual foi à proposta do primeiro Cine Debate da 6ª Semana da Diversidade Sexual

Semana da diversidade promove I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, o Movimento Gay da Região das Vertentes, o Levante Popular da Juventude e Coletivo Carcará promoveram o I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Conselho LGBT emite nota sobre o Plano Decenal da Educação

O Conselho Municipal de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de São João del-Rei é um órgão colegiado que tem por objetivo propor, deliberar, contribuir na normatização e acompanhar e fiscalizar políticas públicas relativas aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Na Lei Municipal de criação do referido conselho uma das nossas atribuições é dar pareceres sobre projetos de lei relativos à questão de LGBT, quer seja iniciativa do Poder Executivo ou do Legislativo.
Sobre o Plano Municipal Decenal da Educação de São João del-Rei é salutar trazer a público que este conselho não recebeu, nem do executivo e nem do legislativo, o documento do referido plano para que pudéssemos emitir nosso parecer técnico de matéria que gerou debate e polêmica, além de muitas informações inverídicas sobre o conteúdo do plano que afeta, diretamente, os direitos da população LGBT. Ainda assim, sabedores de que os setores fundamentalistas religiosos se organizaram para invisibilizar a existência da violência contra LGBT nas escolas alguns de nossos conselheiros se envolveram, diretamente, no debate pressionando o Governo Municipal e os vereadores para que se mantivesse o texto original do projeto, qual seja, “implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, por orientação sexual ou identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”.
Alguns de nossos conselheiros participaram de diversas conversas com a Igreja Católica chegando a um consenso, na quinta-feira (18/06), de que a redação do projeto seria modificada para “implementar políticas de prevenção à evasão no ensino médio, quando motivada por preconceito e discriminação de grupos étnico-raciais, idade, pobreza, mulher, homossexuais, transexuais, portadores de deficiência de qualquer natureza e credos religiosos, criando rede de proteção contra todas as formas associadas de exclusão”.No entanto, foi com surpresa que recebemos na sexta-feira a informação – emitida pelo Governo Municipal – de que a Igreja teria voltado atrás no acordo firmado no dia anterior e que o Governo Municipal teria cedido às pressões da Igreja e acordado que o texto que ficaria no projeto seria o já previsto na Constituição Federal, qual seja, “implementar políticas públicas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”. Dessa forma, este conselho não obteve mais força para tensionar e tentar convencer o legislativo e o executivo de que era necessário manter o acordo firmado entre as partes. Infelizmente, ficamos isolados e enfraquecidos no debate.
Reafirmamos nosso posicionamento de que o texto aprovado no Plano Decenal da Educação não representa a população LGBT, uma vez que nos invisibiliza e nega nossa existência e a violência que nos assola dentro e fora das escolas.
Lamentamos que a Secretaria Municipal de Educação e a Presidência da Câmara não tenham cumprido a Lei Municipal que cria este conselho e não tenham tomado as medidas burocráticas cabíveis de encaminhar o plano decenal para que este conselho emitisse parecer técnico sobre as metas que afeta, diretamente, a população LGBT. Acreditamos que se esse procedimento fosse adotado teríamos evitado inúmeras informações incorretas acerca do projeto e evitado o grande levante de ódio e intolerância praticados contra nossa comunidade LGBT nas últimas semanas. É importante lembrar que a Secretaria Municipal de Educação possui cadeira de titularidade e suplência neste conselho, mas a Secretaria Municipal não tem estado presente nas reuniões do pleno. 


Lamentamos a forma como diversos vereadores encaminharam esse debate promovendo a animosidade e a cultura de discriminação que pode elevar o índice de violência contra nossa comunidade. Lamentamos que a maioria dos vereadores tenha cedido diante da pressão religiosa e ignorado o necessário debate sobre o problema da evasão escolar no ensino médio e os rumos da educação de São João del-Rei para os próximos 10 anos. Lamentamos o uso político dessa pauta que atinge centenas de adolescentes e jovens negros e pobres, mulheres e LGBT que sofrem, diariamente, com a violência de gênero e de orientação sexual e discriminação contra os povos tradicionais e de religiões de matriz africana dentro e fora das escolas. 

Lamentamos que as pessoas com deficiência e a discriminação que vivenciam dentro das escolas também tenha ficado invisivel. Lamentamos que diversos vereadores tenham usado da polêmica para nos acusar de querer destruir a família com o intuito de criar palco político para as eleições no próximo ano. Lamentamos que a Secretaria Municipal de Educação tenha paralisado as atividades do projeto “ARACI” executado pelo curso de Teatro da UFSJ em parceria com a rede municipal de ensino mediante pressão religiosa. Ao contrário dessa postura, a Superintendência Regional de Ensino já declarou que vai ampliar as ações do projeto para toda a rede estadual. Lamentamos, também, que o Governo Municipal tenha dispensado o apoio e disposição da reitora da UFSJ para dialogar com os líderes da Igreja Católica no intuito de subsidiar com informações mais consolidadas sobre o plano decenal de educação e derrubar por terra as inverdades pregadas acerca do plano.
Reafirmamos que a redação aprovada pela Câmara Municipal de São João del-Rei não contempla e nem representa a luta das entidades representativas da sociedade civil organizada presentes neste conselho formado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação (SindUTE), Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), Grupo de Mães e Pais de LGBT, Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e Comissão de Diversidade Sexual da OAB.
Por fim, reconhecemos e agradecemos todas as pessoas que se engajaram nessa luta e se solidarizaram com a população LGBT frente a essa intensa campanha de difamação, ódio, intolerância e discriminação fabricada numa falsa ideologia de gênero e levantada a partir de discursos proferidos em púlpitos religiosos. Em especial, agradecemos e reconhecemos a extrema importância que tiveram o Levante Popular da Juventude, SindUTE, Coletivo Carcará, Coletivo Dandara, Coletivo Os Invertidos, Projeto ARACI e a Universidade Federal de São João del-Rei por não desistirem da luta e irem para o embate por direitos.
Reafirmamos nossa disposição em continuar na luta por uma São João del-Rei livre do racismo, machismo, preconceito e discriminação LGBT. Por uma Câmara Municipal e Prefeitura Municipal laica, de fato!
São João del-Rei, 25 de Junho de 2015.

terça-feira, 31 de março de 2015

Conselho LGBT se reúne e encaminha demandas para Prefeitura

O Conselho Municipal de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais  (LGBT) de São João del-Rei realizou sua reunião ordinária na tarde desta terça-feira, 31, na sede da Secretaria Municipal de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social para debater assuntos de interesse da população LGBT e encaminhar demandas ao Governo Municipal. A pauta da reunião discutiu ações de melhorias na saúde, segurança pública, nome social das travestis e transexuais e encaminhamentos de organização da semana da diversidade sexual da Região das Vertentes.

Na agenda da saúde o conselho decidiu encaminhar à secretária municipal de saúde, Miram Gouvêa, ofício cobrando a instituição do comitê técnico de saúde integral LGBT. Em novembro de 2014 uma audiência pública com a presença do Ministério da Saúde deliberou sobre a criação do comitê que vai trabalhar para garantir melhorias na saúde em São João del-Rei.

Em relação a segurança pública o conselho está acompanhando junto com a comissão de diversidade sexual da OAB oito casos envolvendo discriminação e crimes motivados por homofobia, lesbofobia e transfobia em São João del-Rei. Dois casos estão sendo analisados pelo judiciário na esfera cível e criminal. De Janeiro a Março foram registrados 08 casos de discriminação em São João del-Rei envolvendo situações como espancamento, agressão verbal, expulsão de estabelecimento comercial, proibição para doação de sangue e discriminação/violência contra adolescentes LGBT dentro da família. 

Comissões provisórias são criadas

O conselho de direitos LGBT criou duas comissões provisórias. Uma das comissões vai se reunir e formatar a pedido do prefeito Professor Helvécio um projeto de Lei que regulamenta o uso do nome social de travestis e transexuais nos serviços da administração pública municipal. Desde 2009 há um Decreto Municipal que já garante esse direito, contudo, uma lei municipal dará mais segurança jurídica a essa conquista. A comissão provisória é formada por integrantes do Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Secretaria Municipal de Governo.

Outra comissão formada pelo conselho trabalhará na elaboração de uma proposta de programação e estrutura para realização da 9ª Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes prevista para o mês de setembro. A comissão é composta por membros do Movimento Gay da Região das Vertentes, Secretaria Municipal de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social e Universidade Federal de São João del-Rei. 


A próxima reunião do conselho municipal de direitos LGBT acontece em abril com data a ser agendada onde as comissões apresentarão o resultado dos seus trabalhos. 

Gays são proibidos de doar sangue em São João del-Rei

A doação de sangue é algo que sempre foi incentivado por governos e entidades da sociedade civil. E foi isso que o jovem Bruno Augusto Souza de 26 anos tentou fazer na manhã de hoje, 31 de março, no Hemominas em São João del-Rei, Minas Gerais, a 186km da capital. O que Bruno não esperava era o constrangimento e discriminação que sofreria ao ser informado de que gays e bissexuais estão proibidos de doarem sangue no Brasil. “Estou indignado e constrangido. Ele precisam considerar o sangue doado e não a orientação sexual das pessoas. Perdi um dia de trabalho e saio daqui me sentindo menos cidadão” afirma. Bruno possui relação estável e monogâmica há 05 anos.

A ANVISA por meio da RDC153 proíbe que gays e bissexuais que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses sejam doadores de sangue. Para o presidente do Conselho de direitos LGBT de São João del-Rei, Carlos Bem, a resolução da ANVISA é homofóbica e excludente porque proíbe que gays sadios doem sangue. “A resolução é antiga e deve ser modernizada. Não podemos em pleno séc XXI com todos os avanços da saúde e com todas as informações epidemiológicas de que o perfil da AIDS não é mais o mesmo de antigamente, aceitar que o Estado Brasileiro atue segregando pessoas” pontua Bem. Apesar de o perfil da epidemia de AIDS ainda refletir preocupações com os jovens gays o presidente do Conselho LGBT defende que o Estado Brasileiro não deve atuar de forma a segregar quem tem condições de saúde para doar sangue. “A resolução é contraditória. Se o gay chega no Hemominas e mente a sua orientação sexual ele doa o sangue. Temos muitos casos assim. Mas, se ele se assume gay ele é proibido de doar sangue. Isso, pra mim, é discriminação” afirma.

Lutar pela revogação da Resolução da ANVISA

O presidente do Conselho Municipal de direitos LGBT informa que vai entrar na justiça para derrubar a resolução da ANVISA, mas para que isso aconteça é preciso que todos os LGBT de São João del-Rei e Região procurem o movimento para relatar a discriminação que sofreram. O Movimento Gay da Região das Vertentes é uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos LGBT que atua na Região do Campo das Vertentes. A ONG pretende entrar com uma ação civil pública com o apoio da comissão de diversidade sexual da OAB de São João del-Rei.


A pessoas LGBT que já foram proibidas de doar sangue no Hemominas de São João del-Rei devem procurar o movimento por meio dos telefones (32)8806-0341/9116-4877 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CTA e MGRV lançam a campanha de prevenção a AIDS no carnaval

Na manhã do último sábado (15), ao lado do coreto, mais de 5 mil camisinhas, folders, canetas e chaveiros personalizados sobre prevenção e testagem para HIV foram distribuídos aos pedestres e motoristas que passavam pela região. A ação foi realizada em função da conscientização e prevenção para o carnaval em São João del-Rei e terá a duração até o fim do mês.

Priscila Emanuele Peixoto, enfermeira e coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de São João del-Rei, explica que o foco da campanha é a prevenção sobre riscos à saúde provenientes de relações sexuais sem proteção, muito comuns nesta época. "Estamos focados na conscientização das pessoas sobre os riscos que uma relação desprotegida podem trazer. Nossa campanha não visa um púbico específico: ela é voltada para todas as pessoas que tenham uma vida sexual ativa e que, devido as festividades do carnaval, tendem a abrir mão da segurança", explica.

O diretor de Direitos Humanos da cidade, Carlos Bem, também comenta sobre a campanha: "a diretoria de direitos humanos tem a preocupação de trabalhar pela diminuição dos contextos de vulnerabilidade e proteção dos direitos daqueles que estão mais vulneráveis como é o caso das pessoas vivendo com HIV. Por isso estamos juntos nessa campanha".

A ONG Vida Cidadã, que visa a promoção e defesa dos direitos humanos na região e representada por Dagoberto Arnout, também esteve presente e apoia incondicionalmente a ação do CTA. "sempre com bom humor, abordamos as pessoas e queremos conscientizar principalmente os pais que a conversa com seus filhos dentro de casa é muito importante e necessária para que se evite muitos problemas na rua. Não se deve ter vergonha de falar sobre sexo: a prevenção ainda é o melhor remédio."

MGRV amplia e se torna ONG de Direitos Humanos

O MGRV amplia sua atuação em 2014. Por isso, foi fundada a Vida Cidadã que passa a defender, além dos direitos LGBT, os direitos das mulheres, crianças e adolescentes, idosos, negros, juventude e pessoas com deficiência. A ONG funciona de segunda a sexta de 14 às 18 horas na Rua Antônio Daldegan, 51, Fábricas.


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

SJDR: Seminário de saúde LGBT começa amanhã!

SJDR sedia seminário de saúde LGBT

Em alusão ao dia de luta contra a AIDS, MGRV quer avanços na saúde


O Movimento Gay da Região das Vertentes realiza nos dias 29 e 30 de novembro e 01 de dezembro o I Seminário de Saúde Integral da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais da Região das Vertentes. O evento faz parte das ações do dia mundial de luta contra a AIDS.

Com o objetivo de formar novas lideranças do movimento LGBT para o exercício do controle social do SUS e incentivar a participação dos ativistas nos conselhos municipais de saúde o evento contará com a participação de 50 militantes do movimento LGBT de cidades da Região das Vertentes e Zona da Mata, além de gestores da saúde e estudantes universitários.

O Seminário de saúde integral LGBT tem o apoio do Departamento de Gestão Participação do Ministério da Saúde que estará representado no evento onde proferirá uma palestra de abertura sobre a Política Nacional de Saúde Integral da população LGBT.

A participação no seminário é gratuita. Mais informações: (32)8806-0341/9116-4877

Confira abaixo a programação:

Programação

29/11 – Sexta-Feira
Local: Salão Nobre – Prefeitura Municipal de São João del-Rei
19:30h – Abertura
20:00h - Painel “Política de Saúde Integral da População LGBT: o que é? Quais atribuições dos municípios?”
Palestrante: Sr. Sócrates Bastos – Departamento de Gestão Participativa – Ministério da Saúde
21:30h - Encerramento

30/11 – Sábado – Local: Salão nobre da Prefeitura Municipal de SJDR

09:00h – Painel – PET saúde: o cuidado da população LGBT para além da AIDS: saúde do homem e saúde da mulher. Principais doenças e prevenção.
Projeto da Universidade Federal de São João del-Rei com foco nos cursos de medicina e enfermagem.
Facilitadores: Leandro Jedai e Marina Eduarda
12h – Almoço
14h - Movimento nacional LGBT em defesa do SUS: histórico e perspectivas
Facilitador: Carlos Bem – Articulação Brasileira de Jovens Gays
15:30h - Café da diversidade
16h: Painel: “Controle Social: o que é? Como fazer? Por que é importante?”
18:00h – Encerramento do dia

01/12 – Domingo – Dia Mundial de Luta Contra a Aids
Local: Salão Nobre da Prefeitura Municipal de São João del-Rei

09h – Roda de conversa: como enfrentar a AIDS e implantar a política nacional de saúde integral da população LGBT em nossas cidades? Carta de Propostas para os municípios.
10:30h – Fundação da Rede LGBT das Vertentes. Publicação da carta de SJDR
11:30h – Encerramento
12:00h – Almoço




terça-feira, 12 de novembro de 2013

MGRV realiza encontro regional de saúde. Inscrições estão abertas

Movimento Gay amplia bandeira de luta e
 quer debater avanços na saúde

O Movimento Gay da Região das Vertentes realiza em São João del-Rei, Minas Gerais, nos dias 29 e 30 de novembro e no 01 de dezembro o I Seminário de Saúde Integral da População de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) da Região das Vertentes. O evento faz parte das manifestações em referência ao dia mundial de luta contra a AIDS.

Podem se inscrever LGBT de toda a Região do Campo das Vertentes. Aqueles que não residem em São João del-Rei terão apoio com hospedagem e alimentação nos dias do seminário. Estão disponíveis 50 vagas. O transporte, portanto, é de responsabilidade de cada participante.  Para se inscrever os candidatos devem enviar um e-mail para: mgvsjdr@yahoo.com.br e solicitar a ficha de inscrição.

A política nacional de saúde integral da população LGBT foi lançada pelo Ministério da Saúde e pactuada ações com os governos estaduais e municipais. O Departamento de Gestão Participativa do Ministério enviará a São João del-Rei um representante para contribuir nas atividades do seminário.

Além do Ministério da Saúde a diretoria de direitos humanos da Secretaria Municipal de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social da Prefeitura Municipal de São João del-Rei estão apoiando o evento.


Mais informações pelos telefones (32)8806-0341/9116-4877

sábado, 21 de setembro de 2013

Cineclube Homoerótico exibe “Saindo do armário”

Integrado a 6ª Semana da Diversidade Sexual, o Cineclube Homoerótico, projeto de extensão da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), exibiu, no último sábado (14), o filme “Saindo do armário”, que debate a questão da aceitação da homossexualidade.

“O filme trabalha com a aceitação de jovens adolescente que estão se descobrindo e que passam pelo conflito da descoberta dessa afetividade e como ela é vivida ou não por conta da dificuldade que existe em torno das pessoas”, explica Frederico Bustamante, coordenador do projeto.

 O psicólogo convidado, Marcelo Marchiori, acredita que existem tantas formas de aceitação e de lidar com a sexualidade, quanto o número de pessoas no mundo. “Uma das coisas que ficam marcadas no filme é a representação do preconceito, da realidade heteronormativa e da cultura da forma como ela está estabelecida na sociedade”, declara.

Para Gustavo Lacerda é necessário discutir um conteúdo relacionado à homoafetividade. “É muito interessante para um gay ver num espaço público esse tema, ocupar esse espaço e se identificar com aquilo que está sendo debatido. A gente se sente valorizado”, diz. Gustavo assumiu sua sexualidade para a família aos dozes anos de idade e conta que foi difícil e que existia muito medo.

Segundo a psicóloga Lúcia da Fonseca, é preciso naturalizar a questão da homoafetividade que, muitas vezes, por hipocrisia, rótulos e estigmas não é colocado como natural. “O resultado disso é muito sofrimento em vários sentidos, pois todas as formas de repressão causam muito sofrimentos em adolescentes até que eles se afirmem”, conclui.



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Texto: Marina Ratton