Sancionada lei que cria conselho LGBT em SJDR

Ato ocorreu durante a 6ª Parada Gay com a presença do prefeito Helvécio Reis

Cine Debate aborda a questão da homossexualidade

Levantar a questão da homossexualidade por meio do audiovisual foi à proposta do primeiro Cine Debate da 6ª Semana da Diversidade Sexual

Semana da diversidade promove I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, o Movimento Gay da Região das Vertentes, o Levante Popular da Juventude e Coletivo Carcará promoveram o I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

UFSJ e Prefeitura criam Serviço Especializado de Saúde para LGBT





O Departamento de Medicina da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de São João del-Rei, Minas Gerais, já oferece um serviço de atendimento especializado em saúde integral para Lésbicas,Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. A iniciativa é uma conquista do movimento LGBT que luta, há 09 anos, por melhorias nas políticas públicas de saúde. Na semana passada, a proposta foi aprovada pelo conselho municipal de direitos LGBT.

O serviço de saúde especializado para LGBT funciona no prédio da policlínica central em São João del-Rei e atende qualquer demanda de saúde desse grupo social. O médico responsável pelo serviço é o professor Bruno Amato com especialização em medicina da família e comunitária. Para ele é importante que o SUS atenda com mais humanização e acolhimento a esse grupo social. “Vamos atender qualquer necessidade em saúde. Nossa intenção é fazer um primeiro acolhimento e de lá encaminhar para especialistas e trabalhar coletivamente para o que for necessário” afirma. O médico Bruno Amato é professor nos cursos de medicina da UFSJ e do IPTAN.

Avanços na saúde LGBT

O jornalista Carlos Bem presidente do conselho municipal de direitos LGBT lembra que há 09 anos o Movimento Gay da Região das Vertentes luta para que a Prefeitura crie estratégias de saúde que possa acolher com mais dignidade e sem discriminação as pessoas LGBT. Em 2013 com a presença do Ministério da Saúde foi realizada uma audiência pública em São João del-Rei para debater a Política Nacional de Saúde Integral das Pessoas LGBT e as responsabilidades dos municípios. “Ainda não conseguimos instituir o comitê técnico de saúde integral LGBT que ficaria responsável por implementar esta política pública na cidade, mas estamos felizes que tenhamos conseguido mais esse avanço” afirma Bem.

As demandas de saúde da população LGBT são variadas e muitas não acessam o SUS para cuidar da saúde. A discriminação é um fator que determina essa situação. “O respeito ao uso do nome social de travestis e transexuais no cartão SUS era uma dificuldade. Ano passado conseguimos efetivar esse direito já previsto. Agora temos que avançar mais” alerta Carlos Bem. Para ele o serviço de saúde precisa enxergar o cidadão LGBT para além da AIDS. O processo de violência e discriminação agrava as questões de saúde mental. As lésbicas e mulheres bissexuais muitas vezes não são respeitadas como mulheres nos consultórios. Os gays continuam sendo estigmatizados e relacionados com a AIDS. O processo de envelhecimento potencializa a LGBTfobia e o respeito a identidade de gênero de travestis e transexuais continua sendo um desafio.

Como acessar o serviço especializado?


Qualquer pessoa LGBT pode procurar o médico Bruno Amato todas as sextas-feiras no período da tarde – 13 as 17h – na policlínica no centro de São João del-Rei na Av. Tiradentes , 207. Não há necessidade de informar que é LGBT e não há necessidade de encaminhamento de outro médico. 

terça-feira, 12 de abril de 2016

ONG cria cursinho popular de idiomas para combater a AIDS e promover direitos humanos. Inscrições para Espanhol estão abertas

Aula inaugural reúne alunos de Inglês e Francês
O Movimento de Defesa dos Direitos Humanos de São João del-Rei (MDH) inovou na criação do projeto “Cursinho Popular de Idiomas” como estratégia para debater ações de prevenção a AIDS, promoção da saúde e dos direitos humanos na cidade histórica de São João del-Rei em Minas Gerais.

O projeto começou as aulas de inglês e francês neste mês. Recebeu mais de 250 inscrições e atende, diretamente, 40 alunos. As aulas acontecem uma vez por semana e os alunos recebem material didático gratuito. O nível básico tem durabilidade de 06 meses e as aulas são ministradas por professores capacitados para compartilhar conhecimentos sobre o idioma. Durante as aulas os alunos aprendem os idiomas a partir de textos que falam sobre direitos humanos, promoção da saúde, participação social e combate a AIDS no Brasil e no mundo. Nesta semana, o MDH abriu inscrições para a disciplina de espanhol.

Inscrições para Espanhol

O MDH está oferecendo 30 vagas para a disciplina de espanhol. Para se inscrever os interessados deverão enviar seus dados pessoais (nome, idade, RG, telefone e escolaridade) para o email: mgvsjdr@yahoo.com.br até o dia 20 de abril. As inscrições são gratuitas.

O projeto

O cursinho popular de idiomas é um projeto autossustentável e não conta com apoio e/ou financiamento do poder público. Desta forma, os candidatos a vaga passam por uma análise de perfil e socioeconômica. Ao final do nível básico o MDH lançará uma campanha na web em inglês, francês e espanhol sobre os direitos humanos das pessoas vivendo com HIV e outros grupos sociais mais vulneráveis a violação de direitos humanos com a participação dos alunos do projeto. A coordenação e a equipe técnica são formadas por profissionais de nível superior em andamento e superior completo e são todos voluntários.

Sobre o MDH


O Movimento de Defesa dos Direitos Humanos (MDH) é uma organização não-governamental fundada inicialmente com dois objetivos sociais: combater a epidemia de HIV/AIDS e promover os direitos humanos da população LGBT. A partir de 2016 o movimento amplia seus objetivos sociais e passa a defender os direitos humanos das mulheres, pessoas com deficiência, idosos, juventude, população negra e crianças e adolescentes. A partir dessa ampliação a ONG oferece oportunidades e promoção de direitos por meio de diversos projetos para mulheres, juventude, crianças e adolescentes e idosos. Atualmente, o MDH funciona em parceria com Associação de Donas de Casa no salão comunitário no Bairro Bom Pastor em São João del-Rei. Mais informações pelo email: mgvsjdr@yahoo.com.br ou pela página do movimento no Facebook: https://www.facebook.com/mgrv.sjdr/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

SJDR: ONG de Direitos Humanos abre inscrições para cursinho popular de idiomas

A ONG Movimento de Defesa dos Direitos Humanos de São João del-Rei está com inscrições abertas para o cursinho popular de idiomas com oportunidades para aprendizado em inglês e francês.

O idealizador do projeto é o jornalista e ativista dos direitos humanos Carlos Bem. Ele explica que o objetivo do cursinho popular é incluir, em especial, adolescentes de baixa renda que queiram se preparar para o ENEM, concursos ou seleções para intercâmbio no exterior. O cursinho é voltado para pessoas carentes. “Tivemos essa demanda. Buscamos parcerias e agora vamos efetivar o cursinho popular. Promover o acesso a universalidade da educação é um dever de todos e uma questão de direitos humanos” afirma.

O professor voluntário de francês, Filipe Rodrigues, tem 24 anos e acredita na educação como caminho transformador do ser humano e da sociedade. “Acredito nesse projeto porque posso dar a oportunidade a outros jovens de conhecer e aprender um pouco do idioma francês”. Os alunos aprenderão desde conceitos e palavras básicas a conjugações de tempos verbais. Filipe é estudante de engenharia mecânica na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e foi bolsista no programa de intercâmbio Ciências Sem Fronteiras onde passou quase 02 anos no Canadá aprendendo o idioma francês. “Estudei na instituição CEGEP DE SHERBROOKE onde tive a oportunidade de aprender o francês. Sabemos que o domínio do idioma pode ajudar muito numa colocação no mercado de trabalho”.

Já o também professor voluntário André Ávila de 21 anos vai trabalhar o idioma inglês com os participantes. O jovem possui nível C1 em inglês e estudou na escola de idiomas CNA. Sobre o trabalho que pretende desenvolver com os alunos ele adianta que “pretende dar uma oportunidade para as pessoas que nunca tiveram contato direto com o inglês. Os alunos aprenderão, em princípio, o inglês básico e, depois, um foco maior em conversação”.

Como se inscrever?

O Movimento de Direitos Humanos de São João del-Rei  é um coletivo de militantes que desenvolvem projetos sociais e de inclusão. A sede do movimento funciona em parceria com a Associação de Donas de Casa e o Movimento Gay da Região das Vertentes no bairro Bom Pastor.

Para o projeto social “Cursinho popular de Idiomas” a ONG oferece 20 vagas para inglês e 20 para francês. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas por pessoas com 16 anos ou mais. As aulas acontecem uma vez por semana com carga horária de 02h. Quem se interessar deve enviar solicitação de inscrição por e-mail para o endereço mgvsjdr@yahoo.com.br com nome completo, data de nascimento, endereço, telefone e se estudar em alguma instituição de ensino deverá ser informado. Após esse procedimento basta aguardar contato da ONG. As aulas começam depois do carnaval e o cursinho tem um período médio de 06 meses. Os alunos receberão certificado de participação no projeto e material didático. 


Mais informações pelo telefone (32)9-8806-0341. 


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Movimento Negro e LGBT se unem por direitos humanos em São João del-Rei

O dia da consciência negra, 20 de novembro, abriu a semana de debates sobre o racismo e intolerância religiosa em São João del-Rei e fez parte da programação da semana da diversidade sexual da Região das Vertentes.

O combate a discriminação religiosa também é uma bandeira de luta do movimento LGBT que busca conscientizar a sociedade sobre a diversidade religiosa. “Infelizmente, muitos tem preconceito e relacionam a umbanda e candomblé como religiões demoníacas ou algo que possa trazer coisas ruins para a vida das pessoas. Por isso querem punir, proibir e controlar o exercício dessas religiões. Sabemos que há muito racismo e preconceito contra as religiões de matriz africana. A liberdade religiosa precisa ser garantida. Estamos falando da ancestralidade que é espiritual, cultural e precisa ser respeitada. O poder público tem o dever de enfrentar a discriminação, preconceito e violência contra os praticantes de religiões de matriz africana” afirma o diretor de direitos humanos da Prefeitura e presidente do Conselho Municipal de direitos LGBT, Carlos Bem.

O Professor e Pai Cláudio, também falou sobre o preconceito entre as religiões. “Todas as religiões são boas e temos que respeitá-las, seja o candomblé, umbanda, etc. O ponto chave é o respeito pela diversidade, ninguém é igual ao outro. A sociedade de uma maneira geral já não está mais aceitando o preconceito”, ressaltou.


A Coordenadora das Políticas de Igualdade Racial e membro do Grupo de Inculturação Afro-descendentes Raízes da Terra, Vicentina Neves disse que a luta contra o preconceito é incansável. “A discriminação existe e nós não vamos parar. Existe uma lei que nos ampara e nós vamos atrás dela porque ela deve ser cumprida”, afirmou.

                                                                                                                     Foto: Antônio Celso Toco
Dia da Consciência Negra é celebrado com debate no salão nobre da Prefeitura

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Direito à educação para LGBT! Uma discussão necessária, na escola e fora dela



LINCOLN LOPES BARROS JÚNIOR*

Segundo o sítio eletrônico <www.significados.com.br>, o vocábulo fobia tem origem do grego phóbos e trata-se de “um sentimento exagerado de medo e aversão por algo ou alguém”, sendo considerada, inclusive, uma patologia psicológica.

Ainda conforme a página da web acima, as fobias são classificadas por espécies e cada uma recebe um nome especifico: “aracnofobia(medo de aranhas), claustrofobia (medo de lugares fechados ou com muitas pessoas), coulrofobia (medo de palhaços) entre outras.

Para muitas pessoas, o medo/aversão à determinada coisa é tão insustentável e insuportável que acaba por limitar estes indivíduos e privar-lhes de muitas realizações. Para os demais, esses medos vão sendo encarados, um a um.

Não podemos ser hipócritas em dizer que somos ou conhecemos alguém isento de receio, medo ou fobia de alguma coisa. Uma pequena barata; primeira vez em um palco; primeiro beijo; apresentação de um projeto ou uma entrevista de emprego; um exame ou prova, enfim, são inúmeras ocasiões e momentos da vida que nosso coração parece saltar à boca e o estomago parece vivenciar uma temporada da Era do Gelo e o único desejo é de não estar ali.

O medo faz parte de nossas vidas e muitas das vezes nos impede de cometer loucuras como dirigir a “mil por hora” ou até mesmo de nos aventurar, sem proteção, em uma corda bamba sobre o Grand Canyon. Sim, é certo que alguns desafiam os limites e aparentam correr em suas veias o destemor, no entanto, não raro, muitos indivíduos vivem o inverso e acabam por se tornarem escravos do medo, e deixam de explorar um universo de possibilidades.

As palavras são ricas de significados e cada qual, com sua composição de letras, formam um emaranhado de conceitos. Não diferente acontece com os léxicos que dão referência a orientação sexual dos indivíduos: Bissexualidade, heterossexualidade, homossexualidade, transsexualidade e qualquer outra denominação que se refira aos comportamentos dos indivíduos ao se atraírem sexualmente e afetivamente uns pelos outros.

Da palavra homossexual deriva-se o vocábulo homoFOBIA, que quer dizer, no mais literal significado, aversão/repulsa de “homossexuais”, ou seja, homofóbico é aquele individuo que tem fobia das pessoas que possuem orientação sexual diversa da heterossexualidade. O termo TransFOBIA vem agregar um novo significado e serve para evidenciar a fobia que muitos possuem em relação às pessoas transexuais e travestis. Como pensar que homoFOBIA e transFOBIA trata-se de algo positivo se nela encontra-se impregnada toda uma cultura de medo e repulsa que levou diferentes pessoas a terem seus sonhos e objetivos cassados por uma sociedade opressora e discriminatória?

Desde 1991 a Anistia Internacional passou a considerar os casos de discriminação contra LGBT uma violação aos Direitos Humanos. Assim como se enfrentou e vem enfrentando, dia após dia, as diversas formas de discriminações em razão da cor de pele, cultura, etnia e entre tantas outras formas de intolerância, os discursos de ódio fundados em questões de gêneros devem ser radicalmente combatido pelo Estado que não pode se isentar de participar, de forma efetiva, da orientação de sua população, e não somente na escola [e aqui eu arrisco dizer que principalmente fora dela] sobre as questões inerentes a orientação sexual bem como de identidade de gênero.

Ora, estamos falando de um país em aparente retrocesso, onde suas legislações têm se permitido ser fundamentadas em questões de cunho unicamente religioso, e ainda, anos após a exclusão da homossexualidade da lista de Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS), temos que topar com uns ou muitos indivíduos propondo a cura gay.

Atualmente, com a constante popularização da internet e, consequentemente, com o aumento considerável da quantidade de informação não tenho nenhum receio em apostar que o único medo que devemos é de continuarmos constituindo, alimentando e instruindo indivíduos a terem comportamentos excludentes e machistas/homofóbicos/transfóbicos. Precisamos afirmar que o debate de gênero precisa acontecer, tanto fora quanto dentro das escolas (e para ontem!).

*Advogado regularmente inscrito nos quadros da OAB/MG sob o número 163.881.
Bacharel em Direito pela Instituição de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves.
Militante na área dos Direitos Humanos e na proteção dos direitos das minorias.
Contatos:  (32) 3323-9216 
facebook.com/barrosjunioradvocacia

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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

CEMIG e Governo de Minas apoiam marcha LGBT em São João del-Rei

Pela primeira vez em oito anos de atividade o Governo de Minas, por meio da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), apóia a realização da Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes e a Marcha da Cidadania e do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). O projeto proposto pelo Movimento Gay da Região das Vertentes foi aprovado por meio do Edital de Patrocínios a eventos do Governo do Estado. A iniciativa do edital também é novidade no Governo Estadual e vai beneficiar outras dezenas de projetos de eventos em todo o Estado.

A assessoria de comunicação da CEMIG disse que “A política de patrocínios da Cemig explicita as diretrizes que orientam seu investimento nos campos da cultura, do esporte e o apoio a instituições sociais por meio de patrocínios, apoios e uso de incentivos fiscais federais. Esta Política integra o conjunto de estratégias de comunicação e da gestão da dimensão social das práticas de sustentabilidade da Empresa. O patrocínio desse evento ressalta o compromisso da Cemig com todos os projetos de interesse da sociedade”

O presidente do Conselho Municipal de Direitos LGBT de São João del-Rei, Carlos Bem, acredita que a iniciativa do Governo de Minas contribui para um novo momento da gestão governamental no Estado. “Penso que descentralizar o apoio a eventos culturais, turísticos e de massa são importantes. A marcha LGBT injeta cerca de 1 milhão na economia de São João del-Rei, além de promover a cultura de paz e respeito aos direitos humanos. Merece apoio para ser mais estruturado e consolidado” afirma.


A marcha da cidadania e do orgulho LGBT é realizada há 08 anos em São João del-Rei e reúne milhares de pessoas da cidade, da Região das Vertentes e de outros Estados. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São João del-Rei mostra que o evento injeta cerca de 1 milhão de reais na economia da cidade. Os setores que mais se beneficiam são os hotéis, bares e restaurantes, postos de combustíveis e transporte coletivo (táxi, ônibus e moto-táxis). Neste ano a marcha LGBT aconteceu dia 22 de novembro e mobilizou, aproximadamente, 5 mil pessoas durante todo o dia.  

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Marcha LGBT será encerrada com show em tributo a Clara Nunes em São João del-Rei. Confira programação

Cantora Mineira, Nalu Resende, fará tributo a Clara Nunes
A 8ª Edição da Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes começa na próxima segunda, 16, em São João del-Rei e se encerra no dia 22 de novembro com a tradicional Marcha da Cidadania e do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) da Região das Vertentes. Com o Tema “Transfobia Mata: Gênero na Educação Combate a Discriminação” o Conselho Municipal de Direitos LGBT quer debater a violência e discriminação de gênero e orientação sexual nas escolas e universidades.

Além de uma semana recheada de debates e discussões sobre direitos humanos, a marcha LGBT encerra a semana com vasta programação cultural que inclui a apresentação de deejays de Belo Horizonte, da cidade e drag queens de São Paulo. O momento mais esperado da marcha LGBT será o show de encerramento que acontece a partir de 18h no centro da cidade, na Avenida Trancredo Neves, onde a cantora mineira Nalu Resende apresenta o show “Tributo aos Orixás” uma homenagem a Clara Nunes já que a marcha LGBT também vai fazer um ato em repúdio a intolerância religiosa. Além disso, a semana da diversidade sexual e a marcha LGBT realiza a maior campanha de prevenção a AIDS da Região das Vertentes envolvendo, diretamente, cerca de 7 mil pessoas. 

A Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes conta com o apoio do Governo de Minas por meio da CEMIG, da Universidade Federal de São João del-Rei e da Prefeitura Municipal, além de diversos movimentos sociais e sindicais. 

Confira a programação da semana. As atividades são abertas ao público e gratuitas.


16 de novembro – Segunda-Feira
Cine Pipoca
Filme: “Minha Vida em Cor de Rosa”
Sinopse: Minha vida em cor-de-rosa retrata o drama comovente de um menino que, desde muito cedo, apresenta fortes tendências homossexuais. O protagonista, Ludovic Fabre, cresce acreditando ser uma garota em um corpo masculino e pensa que um dia se tornará uma menina de verdade. Suas idéias e atitudes incomuns vão contra os valores e costumes de sua sociedade, fazendo com que ele e toda sua família sofram uma grande repressão.
Local: Prédio Central da Prefeitura Municipal
Horário: 19:30h  
17 de novembro – Terça-Feira
Diálogos com a juventude: Saúde e Prevenção a AIDS 
Manhã - Escola Estadual Iago Pimentel
18 de novembro – Quarta-feira
Roda de conversa: Como vencer a LGBTfobia no Mercado de Trabalho
Parceria com os sindicatos de diversas categorias de SJDR
Local : Sindicato dos Metalúrgicos 
Horário: 14h
Troféu SJDR de Direitos Humanos e combate a homofobia
Local: Centro Cultural Feminino
Horário: 19h
19 de novembro – Quinta-Feira
Seminário: Gênero na Educação combate a discriminação
Palestrante:
 Anderson Cunha – Coordenador de Direitos Humanos e Cidadania
Secretaria de Estado da Educação
19h – Anfiteatro da Biblioteca do Campus Dom Bosco da UFSJ
20 de novembro – sexta
09h: Caminhada pelo fim do racismo – centro de São João del-Rei
19h – Quizomba Cultural contra o Racismo – Biblioteca Municipal
 21 de novembro – sábado
Plenária do Movimento LGBT da Região das Vertentes
15h – Campus Dom Bosco da UFSJ
22 de novembro – domingo
13h – 8ª Marcha da Cidadania e do Orgulho LGBT  
Concentração: Avenida Leite de Castro em frente a Cacel

Mais informações: Conselho Municipal de Direitos LGBT (32)3379-2935/9-8806-0341