Sancionada lei que cria conselho LGBT em SJDR

Ato ocorreu durante a 6ª Parada Gay com a presença do prefeito Helvécio Reis

Cine Debate aborda a questão da homossexualidade

Levantar a questão da homossexualidade por meio do audiovisual foi à proposta do primeiro Cine Debate da 6ª Semana da Diversidade Sexual

Semana da diversidade promove I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, o Movimento Gay da Região das Vertentes, o Levante Popular da Juventude e Coletivo Carcará promoveram o I Seminário Municipal de Educação em Direitos Humanos.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Guerreiras: Mulheres com HIV se unem contra o preconceito no Brasil

“Hoje mais que nunca meu nome é luta....luto para que os direitos de todas as pessoas com HIV/AIDS sejam respeitados, luto para que o preconceito, o estigma e a discriminação diminua” Heliana Moura

Ela vive com HIV há 16 anos. Mãe de dois filhos, a assistente social Heliana Moura  é uma das mulheres ativistas de renome nacional que dedica suas vidas a combater o preconceito com as pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil. Residente em Belo Horizonte é liderança do Movimento Nacional de Cidadãs Positivas (MNCP) e estará em São João del-Rei realizando oficinas de prevenção nas escolas na semana que antecede a parada gay, além de ser uma das agraciadas com o “Troféu São João del-Rei de Direitos Humanos e Combate a Homofobia”. Na entrevista abaixo ela fala sobre os desafios para superar uma epidemia que ainda mata e acomete, principalmente, a juventude gay e as mulheres jovens no Brasil. O machismo e a homofobia são apontados pela ativista como fatores preocupantes e que tem relação direta com a epidemia de Aids no nosso país. “O SUS precisa ser fortalecido” alerta a ativista.  
 
MGRV: O que é o movimento nacional de cidadãs positivas?
 
Heliana Moura: É um movimento de mulheres que vivem com HIV/AIDS, onde temos representação em todos os estados do Brasil. Sou o ponto focal em Minas Gerais e ocupo a secretaria nacional do colegiado. Atualmente, trabalho como monitora do Programa BH de Mãos Dadas contra Aids e terminei o curso de Serviço Social. 
 
MGRV: Qual o objetivo do movimento?
 
Heliana Moura: O objetivo do Movimento Nacional de cidadãs Positivas é fortalecer e empoderar as mulheres vivendo com HIV/AIDS tanto individualmente, quanto coletivamente, incentivando o protagonismo e ocupação de espaços de controle social como os conselhos municipais e estaduais de saúde, comissões de discussão sobre a epidemia de Aids entre outros espaços de diálogo e construção com o poder público. 
 
MGRV: Quem pode participar? Como participar?
 
Heliana Moura: Pode participar mulheres que vivem com HIV/AIDS. É importante ter um núcleo em cada município com respaldo da representante estadual, para articularem as ações juntamente com outros núcleos.  
 
MGRV: Há quanto anos você vive com HIV? Conte um pouco de sua experiência desde momento em que soube de sua sorologia, os desafios, preconceitos e vitórias.
 
Heliana Moura: A descoberta da sorologia é sempre um momento muito difícil, mas graças ao apoio de familiares e de amigos, consegui superar os primeiro momentos que são os mais complicados. Resolvi superar, viver intensamente, ser feliz, amar e ser amada, tive mais um filho, agora tenho um casal, a moça antes do HIV e o menino depois, hoje com 22 e 14 anos respectivamente, entrei no movimento social, sou hoje protagonista da minha história, falo por mim, e por milhares de mulheres, realizando controle social, levando nossas demandas aos gestores e ocupando espaços me fortalecendo e tentando através de informações e esclarecimentos fortalecer também outras mulheres. Há 4 anos decidi me graduar em serviço social, e em agosto de 2012 me formo e hoje sou uma assistente social. Sei que ainda tenho muito que caminhar, mas desistir não é meu nome, hoje mais que nunca meu nome é luta....luto para que os direitos de todas as pessoas com HIV/AIDS sejam respeitados, luto para que o preconceito, o estigma e a discriminação diminua, e que as pessoas respeitem as diferenças. Vivo com HIV há 16 anos, mas o HIV não me impede de viver como qualquer outra pessoa.  
 
MGRV: Qual a principal dificuldade de uma pessoa vivendo com HIV hoje?
 
Heliana Moura: Acredito que ainda temos muitas, mas percebo ainda o preconceito, pois ele faz com que pessoas desistam de viver, percam emprego, amigos e familiares se afastem. 
 
MGRV: Qual a avaliação que o MNCP faz sobre a epidemia de Aids em Minas Gerais?
 
Heliana Moura: Temos muito que avançar, somos um estado conservador, machista, sexista e homofóbico, tudo isso faz com que nós pessoas vivendo com HIV e AIDS encontremos diversas dificuldades; temos que aumentar o numero de municípios com programas de DST/AIDS, temos que levar informações a muitas pessoas ainda, de forma correta, sem tabus, falar de sexualidade para chegar na prevenção, temos que fortalecer nosso SUS. 
 
MGRV: Quais os fatores que colocam a mulher, jovem, mais vulnerável ao HIV?
 
Heliana Moura: Questões que agravam a vulnerabilidade dessas populações, o único caminho é a informação continuada nas escolas, nos CRAS, nas igrejas, nas comunidades, enfim, informação e prevenção andam juntas. 
 
 
MGRV: É a primeira vez que você vem a SJDR participar de uma atividade com o movimento LGBT local. Qual a importância do diálogo e parceria dos diversos movimentos de luta contra a Aids?
 
 
Heliana Moura: Sim é a primeira vez que estarei contribuindo com nosso trabalho em São João del-Rei. Admiro muito o trabalho do movimento gay, somos frutos de toda militância de um movimento tão politizado e articulado, essa parceria é fundamental. Estou muito feliz e agradecida por essa oportunidade, contem sempre comigo e com MNCP/MG.

 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

São João del-Rei: Parada Gay é em Setembro. Participe!

Em 2011 MGRV reivindicou ações em direitos
 humanos, mas não foram atendidos


A V edição da Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes já está sendo preparada com uma programação extensa e acontece de 12 a 16 de setembro em São João del-Rei, Minas Gerais, 186km da capital. A parada da cidadania e do orgulho de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes(LGBT) da região encerra a semana de atividades no domingo, 16, e espera reunir 10 mil pessoas.

Com o tema “Juventude em ação: São João sem discriminação” a semana da diversidade e a parada LGBT vai reivindicar políticas de juventude para a cidade e região. Entre as reivindicações do MGRV está a elaboração do plano municipal de combate a Aids para gays e travestis, políticas públicas de enfrentamento da violência e discriminação contra LGBT, mulheres e população negra na Região das Vertentes, reativação do conselho municipal de juventude, além da criação da secretaria municipal de direitos humanos, pauta antiga do movimento que foi  palco de reivindicação na parada de 2011.

O presidente do movimento, Dalpson Soares, explica a escolha do tema e a abordagem da juventude. “O índice de HIV entre jovens gays e mulheres jovens é alarmante no Brasil. Em São João del-Rei não temos esses dados concretos, embora o movimento sempre lute para ter acesso a esses dados. Há muito tempo o MGRV luta pela elaboração do plano municipal de Aids com gays e travestis. Não somos ouvidos. Queremos o plano municipal de feminilização da Aids. Não somos ouvidos. Queremos políticas públicas de direitos humanos e também não somos ouvidos. O conselho municipal de juventude está engavetado. Queremos ele funcionado e atuando” afirma.

A parada da cidadania e do orgulho LGBT da Região das Vertentes é apoiada pelo Ministério da Saúde, através do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais com participação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU), através do BRA/10/006 – Projeto de Estruturação da Governança na Resposta ao HIV, Aids e outras DST. “É com o apoio do Departamento de DST/AIDS do Ministério da Saúde por meio de órgãos da ONU que há 05 anos realizamos a maior campanha de massa, de visibilidade, de sensibilização sobre a importância da testagem para HIV. Cerca de 05 pessoas morrem em SJDR todos os anos vítimas de diagnóstico tardio para HIV. O acesso à saúde, à cidadania, à livre orientação sexual e identidade de gênero é direito de todos os cidadãos” finaliza Soares.

Mais informações por e-mail: mgvsjdr@yahoo.com.br ou pelo nosso blog: www.mgrvsjdr.blogspot.com

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Reportagem do Fantástico sobre homofobia recebe 50 denúncias de LGBT em 24 horas


O programa "Fantástico", da TV Globo, do último domingo, 5 de agosto, exibiu uma matéria especial sobre o cenário da homofobia no Brasil. Após ter aberto uma linha direta para ouvir histórias de gays vítimas de violência física e moral, o programa recebeu 50 relatos em apenas 24 horas. Foram denúncias de filhos, netos e irmãos que apontam os familiares como os principais agressores de LGBT no país.

“Violência física, discriminação, humilhação e ameaça. tudo isso eu já passei e passo na minha casa. O tempo todo ele ficava falando que eu tinha que sair de casa, que ia me dar um sumiço. Meus dois irmãos também não aceitam, não falam comigo. Eles falam que eu tenho uma doença”, relatou um jovem que não quis se identificar.

O programa abordou os dados do relatório pioneiro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, estudo que analisou quase sete mil denúncias de violência física e psicológica. Casos que foram registrados principalmente pelo Disque 100, serviço de denúncias contra violações dos direitos humanos. "Justamente para que no momento em que a pessoa faz a denúncia, ela seja recebida com todo o respeito e exista uma investigação. Nós identificamos também que as circunstâncias de impunidade também no caso dos crimes de caráter homofóbico contribuem para a continuidade dessa violência”, declarou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário à reportagem. 

A reportagem teve ainda a participação da professora Edith Modesto, presidente do Grupo de Pais de Homossexuais, que há 15 anos comanda a entidade que aproxima pais e mães de seus filhos homossexuais, evitando assim as agressões dentro de casa. “Para uma mãe é muito difícil. Falou homossexual hoje em dia a maioria das pessoas já aceita, como filho do vizinho. Mas filho da própria pessoa ainda é difícil”, declarou a professora.

Em São João del-Rei, os casos de homofobia podem ser denunciados na sede da ONG MGRV, localizada na Av. Josué de Queiroz, 701, Matozinhos. 

Fonte: Mix Brasil

terça-feira, 24 de julho de 2012

Governo Federal analisa números da homofobia no Brasil



   Pela primeira vez na História do Brasil, o Governo Federal analisou a violência homofóbica no país e compilou os resultados dessa análise em um documento. No relatório Sobre a Violência Homofóbica no Brasil, da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, o Governo analisa os casos de homofobia no ano de 2011 e apontam que 69% deles ocorreram com jovens de 15 a 29 anos.

  O levantamento governamental de 125 páginas traz ainda outros números importantes para mapear a violência contra LGBT no Brasil. Segundo o documento, 69% das vítimas conheciam seus agressores, sendo que 38,2% eram familiares e 35,8% eram vizinhos. 67,5% das vítimas são homens e 26,4% mulheres (6,1% não informados).

   85,5% das agressões atingiram homossexuais, 9,5% bissexuais, 1,5% heterossexuais e 3,4% de orientação não informada. 52,1% delas foram contra pessoas negras e 44,5% contra pessoas brancas. Ou seja, a maioria das vítimas é formada por jovens homossexuais e negros que são agredidos por seus próprios familiares por serem LGBT.

   Já sobre o perfil dos agressores, o Relatório identificou que 52,5% são homens e 34,5% são mulheres (12,9% não informados). 43,9% deles são heterossexuais, 9,5% homossexuais, 2,2% bissexuais e 44,4% não tiveram sua orientação sexual informada. 32,3% dos agressores são negros e 31,2% são brancos (34,9% não informados).
 
  Um dado que causa preocupação – aliado à informação de que a maioria das vítimas é jovem – é que a maioria dos agressores, 40%, tinha de 15 a 29 anos. Isso quer dizer que o preconceito é maior do jovem contra o próprio jovem. 

  Para Dalpson Soares, 21, diretor do MovimentoGay da Região das Vertentes (MGRV), esses dados são preocupantes, mas também é uma motivação a mais para continuar sua luta. Dalpson é jovem, gay e negro o perfil exato da maioria das vítimas da homofobia,segundo os dados do Governo Federal. “Com certeza é um dos grandes motivos que me fez abraçar a causa LGBT, já que vi de perto jovens gays e negros serem discriminados e violentados”, comenta o jovem.  



Imagem tirada da internet*

terça-feira, 17 de julho de 2012

MGRV tem projeto aprovado pelo Governo Estadual


   Foi aprovado pelo governo de Minas Gerais através da Secretaria de Estado da Saúde o projeto “Juventude: globalização, ação e prevenção” do Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV). O projeto prevê a capacitação de jovens em Direitos Humanos e produção de mídia audiovisual com conteúdos que promovam ações de intervenção, prevenção e monitoramento das DST/HIV/AIDS.  As oficinas começam em agosto e conta com apoio da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). 


    Serão capacitados vinte estudantes de escolas públicas selecionados de acordo com critérios a ser estabelecidos. Os jovens receberão bolsa permanência financiada pelo projeto. Além da capacitação técnica e profissional a atividade é uma forma de conscientizar os participantes na temática dos direitos humanos e saúde.

     A oficina técnica de audiovisual será ministrada pelo cinegrafista e estudante de jornalismo da UFSJ, Thiago Morandi. A oficina é dividida em três etapas: a primeira conta um pouco da história da imagem em movimento; a segunda mostra alguns trabalhos produzidos em audiovisual com o uso das mais variadas técnicas de captação de imagem e, a terceira etapa será a produção de vídeos pelos jovens participantes de projeto.  “A expectativa é a melhor possível, pois ver a juventude produzindo conteúdo e incentivando-os a discutir assuntos relacionados aos direitos humanos e a saúde junto com o audiovisual será muito satisfatório”, diz o estudante. Ele também ressalta a importância do projeto que abordará um assunto tão sério e muitas vezes deixado de lado. “A importância do projeto é a valorização e difusão do conhecimento audiovisual, com o grande desafio da sua inserção na temática dos Direitos Humanos. Dessa forma assuntos dificilmente debatidos pelos jovens entrarão em pauta de forma divertida e criativa” comenta Morandi.

   O projeto é executado pelo período de 01 ano, sendo encerrado com uma mostra de cinema de curtas nas escolas onde os jovens estudam.

Mais informações pelo e-mail: mgrv@yahoo.com.br - mgrv.assessoria@gmail.com                                     

terça-feira, 10 de julho de 2012

Festa Gay agita Inverno Cultural em São João del-Rei

Um evento cultural organizado pelo Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) vai agitar o último dia do tradicional inverno cultural promovido pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) em Minas Gerais.

O evento intitulado "O INVERNO CULTURAL TEM MAIS ORGULHO" é uma atividade do projeto de extensão "Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate a Homfobia" executado pela Pró-reitoria de extensão e assuntos comunitários da UFSJ em parceria com o curso de jornalismo e o MGRV. Um dos objetivos da iniciativa é oferecer atividade focada na diversidade cultural que inclua as demandas dos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais que frequentam as oficinas e atividades ao longo da programação do Inverno Cultural.

Escalados para o evento estão o deejay Junior Mix da cidade de Juiz de Fora, também em Minas Gerais. O deejay já tocou em paradas gays e festas do gênero consagradas no país, além de eventos grandes como a Skol Sensation realizado recentemente em São Paulo. Um dos estilos de produção do deejay é o house music que historicamente agita as pistas dos principais clubes gays das capitais brasileiras. 

A drag queem PERFECT é uma das revelações da capital mineira. Ela que já se apresenta nas principais casas noturnas de Belo Horizonte também é presença confirmada na parada LGBT de Belô nos últimos anos. Uma mistura de dublagem e bate cabelo faz de PERFECT um nome forte na capital. 

O evento é realizado no dia 28 de julho a partir de 23h no boate do Athletic/Club no bairro Matozinhos em São João del-Rei e cerca de 400 pessoas são esperadas para agitar o último dia do Inverno Cultural na cidade. 

Mais informações pelos telefones; (032)8875-0421/9100-7531/9105-8120

*ASCOM MGRV

terça-feira, 3 de julho de 2012

17 de maio dia contra a homofobia

Lei n° 4.442, 25 de maio de 2010

" Institui o dia municipal contra a homofobia,
 e dá outras providências."

A Câmara municipal de são joão del rei e o prefeito municipal sanciona a seguinte lei:

Art. 1° - Fica instituído o dia municipal contra a homofobia a ser comemorado anualmente no dia 17 de maio.

Art.2° - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.